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Guia de análise de composição de software: 5 principais desafios da SCA
O que é análise de composição de software (SCA)?
A análise de composição de software (SCA) é uma metodologia de segurança de aplicações para gerenciar componentes de código aberto. Com SCA, as equipes de desenvolvimento podem rastrear e analisar rapidamente qualquer componente de código aberto incluído em um projeto. As ferramentas de SCA podem descobrir todos os componentes relacionados, suas bibliotecas de suporte e suas dependências diretas e indiretas. Elas também podem detectar licenças de software, dependências obsoletas, vulnerabilidades e possíveis explorações. O processo de varredura gera uma lista de materiais de software (BOM), que oferece um inventário completo dos ativos de software de um projeto.
Entenda a análise de composição de software: como funciona a SCA?
O código por trás de muitos — na verdade, da maioria — dos aplicativos atuais inclui componentes de código aberto. No entanto, o código aberto pode conter vulnerabilidades críticas, como o exploit Log4Shell, descoberto recentemente.
A análise de composição de software é a melhor forma de encontrar vulnerabilidades em pacotes de código aberto e aprender a corrigi-las, ajudando você a proteger seu código e a integridade dos seus aplicativos. Use este guia para conhecer as melhores práticas de uso de ferramentas de SCA.
A SCA não é novidade, mas a crescente adoção do código aberto nos últimos anos fez dela um pilar fundamental dos programas de segurança de aplicações. Como resultado, as ferramentas de SCA se multiplicaram. No entanto, nem todas as soluções de SCA são iguais. As práticas modernas de desenvolvimento de software, incluindo o conceito de DevSecOps, exigem uma SCA que priorize os desenvolvedores — oferecendo ferramentas fáceis de usar para as equipes de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, permitindo que as equipes de segurança orientem os desenvolvedores para incorporar a segurança em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC).
5 desafios da análise de composição de software (SCA)
Como definido acima, SCA é um termo abrangente para metodologias de segurança de aplicações e ferramentas que analisam aplicativos (como SAST), geralmente durante o desenvolvimento, para mapear os componentes de código aberto usados em um aplicativo e, em seguida, identificar as vulnerabilidades de segurança e os problemas de licenciamento de software que eles introduzem. Para gerenciar e mitigar com sucesso os riscos desses componentes de código aberto, as organizações que adotam metodologias de SCA e ferramentas enfrentam uma série de desafios relacionados à maneira como o código aberto é usado na criação de aplicativos modernos.
Saiba mais sobre SAST e SCA e como usar essas ferramentas para lançar software seguro.
Conheça o cenário atual da segurança de código aberto
Entenda as tendências e abordagens atuais para proteger softwares de código aberto e a cadeia de suprimentos.
1. Visibilidade limitada
A forma como o código aberto é incorporado à base de código de um aplicativo representa um grande desafio de visibilidade. Um desenvolvedor pode incluir diretamente vários pacotes de código aberto em seu código. Ainda assim, esses pacotes, por sua vez, dependem de outros pacotes de código aberto que o desenvolvedor talvez nem conheça. Essas dependências indiretas ou transitivas podem se estender por várias camadas, tornando extremamente difícil ter visibilidade completa sobre o código aberto realmente usado por um aplicativo.
Para agravar o desafio, a grande maioria das vulnerabilidades de segurança é encontrada nessas dependências transitivas. O relatório State of Open Source Security da Snyk constatou que impressionantes 86% das vulnerabilidades de Node.js são encontradas em dependências transitivas. Os números são semelhantes para Java e Ruby. Isso significa que a grande maioria das vulnerabilidades de segurança nos aplicativos costuma estar em código aberto que os desenvolvedores nem sequer sabiam que estavam usando.
Os aplicativos nativos da nuvem usam código aberto de outra forma que pode representar um desafio de visibilidade para as organizações: em uma ou mais camadas que compõem um contêiner. As imagens de contêiner podem conter vários componentes de código aberto, que também precisam ser identificados e analisados em busca de vulnerabilidades. A camada de abstração que os contêineres oferecem aos desenvolvedores é uma vantagem do ponto de vista do desenvolvimento, mas também uma fragilidade do ponto de vista da segurança.
2. Entender a lógica das dependências
Para identificar com precisão as dependências usadas por um aplicativo e as vulnerabilidades que elas introduzem, é preciso entender profundamente como cada ecossistema lida com dependências. A resolução de pacotes durante a instalação, os arquivos de lock e as dependências de desenvolvimento são exemplos de fatores que afetam a identificação de vulnerabilidades em pacotes de código aberto e determinam as próximas etapas de correção. Uma solução de SCA precisa entender essas nuances para evitar gerar ruído excessivo com falsos positivos.
3. Excesso de vulnerabilidades
O enorme número de vulnerabilidades identificadas dificulta a visibilidade sobre elas e os riscos que representam para a organização. O banco de dados de vulnerabilidades Snyk Intel adicionou mais de 10.000 vulnerabilidades, refletindo esse aumento contínuo.
O que isso significa para as organizações? Em última análise, essa tendência de alta costuma se refletir nos backlogs de vulnerabilidades: listas de vulnerabilidades identificadas que exigem atenção e que, muitas vezes, contêm milhares de problemas. Com os recursos limitados disponíveis para as equipes de desenvolvimento e segurança, é extremamente difícil priorizar os esforços sem as habilidades de segurança adequadas ou ferramentas que incorporem conhecimento avançado de segurança. As classificações de gravidade baseadas no CVSS são o método mais comum para avaliar riscos e priorizar esforços, mas apresentam algumas limitações inerentes que dificultam seu uso.
4. Encontrar um banco de dados de vulnerabilidades
As informações sobre vulnerabilidades conhecidas estão distribuídas por várias fontes de dados. O National Vulnerability Database (NVD) é amplamente usado para receber atualizações sobre vulnerabilidades. Ainda assim, há uma quantidade considerável de inteligência de segurança sobre vulnerabilidades disponível em outras fontes, como rastreadores de problemas, fóruns online, newsletters de segurança e muito mais. Além disso, o NVD pode não incluir vulnerabilidades com a rapidez necessária. Por exemplo, 92% das vulnerabilidades de JavaScript no NVD foram adicionadas antes ao Snyk. Esse atraso pode ser crucial quando é necessário reduzir ao máximo o período de exposição. Saber de uma vulnerabilidade a tempo pode fazer toda a diferença.
5. A necessidade de velocidade
Com os desenvolvedores trabalhando em ritmo acelerado, as equipes de segurança têm dificuldade para acompanhar. Pressionados a entregar código com mais rapidez e frequência, os desenvolvedores adotam cada vez mais o código aberto. Com equipes reduzidas e poucos recursos, as equipes de segurança tradicionalmente tentam implementar verificações em várias etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software, mas isso acaba tornando o desenvolvimento mais lento. Em outros casos, talvez ainda mais prejudiciais ao programa geral de segurança de aplicações de uma organização, essas verificações acabam sendo ignoradas ou contornadas.
Isso levou aos conceitos de DevSecOps e deslocamento para a esquerda no modelo de segurança — transferir a responsabilidade pela segurança para as equipes de desenvolvimento para minimizar os impactos nos fluxos de trabalho e, ao mesmo tempo, garantir a segurança. Uma nova geração de soluções de SCA foi desenvolvida com esse princípio em mente, permitindo implementar testes de segurança de código aberto desde o início do processo de desenvolvimento. Uma abordagem que prioriza os desenvolvedores, como a adotada pela Snyk, complementa o deslocamento para a esquerda ao incentivar a adoção pelos desenvolvedores.
Mantenha suas dependências de código aberto seguras
A Snyk cria PRs de correção com um clique para dependências vulneráveis de código aberto e suas dependências transitivas.
Por que a análise de composição de software (SCA) é importante?
A Gartner estima que mais de 70% dos aplicativos contêm falhas decorrentes do uso de código aberto. Como mostra o caso da Equifax, a exploração dessas falhas pode ter consequências desastrosas para uma organização.
Cada vez mais, os aplicativos modernos são compostos por código aberto. Estima-se que o código aberto represente até 90% da composição de código dos aplicativos. É claro que os aplicativos não são feitos apenas de código aberto. Na verdade, um dos desafios para as organizações que tentam proteger sua base de código é que os aplicativos são montados a partir de diferentes blocos de construção, todos os quais precisam ser protegidos para gerenciar e mitigar riscos com eficiência.
Por que usar uma ferramenta de análise de composição de software?
Os componentes de código aberto estão se tornando blocos de construção essenciais para softwares em praticamente todos os setores. As ferramentas de SCA ajudam a acompanhar os componentes de código aberto usados pelos seus aplicativos, algo fundamental tanto para a produtividade quanto para a segurança.
Como escolher uma ferramenta de análise de composição de software
As ferramentas de SCA não são todas iguais e existem em vários formatos. Com tantos fornecedores no mercado, é fácil ficar sem saber por onde começar. Com base nos desafios descritos acima, preparamos um guia rápido com as 10 principais coisas a considerar ao escolher uma ferramenta de SCA.
Em que etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software as ferramentas de SCA são usadas?
As ferramentas de SCA são integradas a várias etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC) para identificar e mitigar riscos relacionados a dependências de código aberto. Durante o desenvolvimento, ajudam os desenvolvedores a detectar vulnerabilidades antecipadamente, analisando repositórios de código e manifestos de dependências. Nas etapas de compilação e testes, as ferramentas de SCA garantem que apenas componentes de código aberto seguros e em conformidade sejam usados antes da implantação. Além disso, após a implantação, oferecem informações contínuas sobre segurança e alertas sobre vulnerabilidades recém-descobertas.
Qual é a diferença entre SCA e outras ferramentas de teste, como DAST, SAST e IAST?
Enquanto a SCA se concentra em identificar vulnerabilidades em componentes de código aberto e suas dependências, outras ferramentas de teste de segurança analisam diferentes aspectos da segurança de aplicações. O teste estático de segurança de aplicações (SAST) analisa o código-fonte proprietário em busca de vulnerabilidades antes da execução, enquanto o teste dinâmico de segurança de aplicações (DAST) examina aplicativos em execução por meio de ataques simulados. O teste interativo de segurança de aplicações (IAST) detecta vulnerabilidades em tempo real durante a execução do aplicativo. A SCA aborda especificamente os riscos relacionados ao software de código aberto, ajudando a garantir conformidade e segurança em toda a cadeia de suprimentos de software.
Por que precisamos da análise de composição de software?
O software está dominando o mundo, e o código aberto está dominando o software. É difícil superestimar o papel do código aberto na transformação digital. Com a nuvem e o DevOps, o código aberto é um dos principais fatores que ajudam as empresas a digitalizar seus serviços e aproveitar a tecnologia para competir melhor no mercado altamente competitivo de hoje.
Como o código aberto ajuda? Criar aplicativos do zero consome tempo e recursos. Usar pacotes de código aberto que oferecem a mesma funcionalidade ajuda a reduzir esses custos. Por sua própria natureza, o código aberto é altamente flexível e pode ser facilmente personalizado quando necessário. Com o apoio da comunidade, muitas vezes é mais seguro, pois passa por uma análise mais rigorosa. Além disso, o código aberto é gratuito e ajuda as organizações a evitar a dependência de fornecedores.
Todos esses benefícios aumentam a eficiência e explicam a ampla adoção do código aberto por organizações que buscam acelerar o lançamento de produtos no mercado. Em outro estudo da Tidelift, 68% dos entrevistados apontaram a economia de dinheiro e tempo de desenvolvimento como o principal motivo para suas organizações incentivarem o uso de código aberto no desenvolvimento de aplicativos. Outros 48% citaram o aumento da eficiência no desenvolvimento e na manutenção de aplicativos. O uso de código aberto já crescia rapidamente antes da COVID-19, mas a pandemia acelerou sua adoção. A Gartner estima agora que 90% das organizações usam código aberto em seus aplicativos.
Cadeias de suprimentos de software modernas
O código aberto é apenas uma peça do quebra-cabeça que forma os aplicativos modernos nativos da nuvem. Hoje, os aplicativos são mais montados do que construídos. Além de pacotes de código aberto, eles são compostos por código proprietário, contêineres e infraestrutura como código, entre outros blocos de construção dessa nova cadeia de suprimentos de software. Todos podem ser possíveis pontos de entrada para agentes mal-intencionados.
Uma vulnerabilidade explorada em uma parte da cadeia de suprimentos pode ser usada para infectar todo o aplicativo, ampliando a superfície de ataque e tornando necessária a proteção. Por exemplo, no caso do malware Octopus Scanner, o GitHub descobriu um malware projetado para enumerar e instalar um backdoor no IDE open source Apache NetBeans. O método de ataque — que afetou a cadeia de suprimentos ao explorar o processo de build e fazer com que os artefatos resultantes se espalhassem, enquanto os projetos afetados provavelmente seriam clonados, bifurcados e usados por muitos sistemas diferentes — tornou esse ataque interessante, mas infelizmente não único. O recente ataque à SolarWinds, desta vez direcionado a software proprietário, demonstra ainda mais o risco crescente que a cadeia de suprimentos de software moderna representa para as organizações.
Código aberto não significa segurança
Projetos de código aberto são considerados mais seguros. Afinal, quando uma comunidade inteira participa da manutenção e do desenvolvimento de um projeto, os problemas são identificados e corrigidos mais rapidamente. Isso inclui bugs, é claro, mas também vulnerabilidades de segurança. Ainda assim, isso não significa que o código aberto não tenha riscos. Na verdade, é possível argumentar que o mesmo motivo pelo qual o código aberto costuma ser considerado mais seguro também é uma brecha na armadura.
Por definição, projetos de código aberto são públicos e visíveis para todos, inclusive para agentes mal-intencionados. Qualquer vulnerabilidade descoberta e corrigida nesses projetos fica, implicitamente, exposta para que invasores a encontrem. Quanto mais popular o projeto de código aberto, mais atraente será o pacote, já que o impacto de um ataque pode ser maior. Voltando à violação de dados da Equifax mencionada anteriormente, o pacote open source usado no ataque — a biblioteca Apache Struts, do Java — é usado por um grande número de aplicativos, o que tornou o ataque notório pelo seu amplo alcance.
É claro que, quando uma organização consome software de código aberto, ela o faz “por sua conta e risco”, pois não há um fornecedor que a avise sobre falhas nem um contrato assinado que a isente da responsabilidade. Cabe inteiramente a quem consome esses componentes mantê-los seguros.
O futuro da análise de composição de software (SCA)
Com a crescente adoção do código aberto e a ampla divulgação de violações e ataques cibernéticos recentes, é provável que o interesse em SCA aumente. O papel do código aberto na aceleração da transformação digital está cada vez mais evidente, e há poucos motivos para acreditar que essas tendências mudarão tão cedo.
As organizações usam código aberto para competir melhor em seus respectivos mercados, ao mesmo tempo que entendem cada vez mais que precisam controlar esse uso, gerenciando e mitigando os riscos associados. Somente ferramentas de análise de composição de software que atendam aos principais requisitos listados acima ajudarão as organizações a alcançar esse objetivo.
Soluções abrangentes de análise de composição de software com Snyk Open Source
A Snyk foi reconhecida como líder e favorita dos clientes no relatório Forrester Wave™ sobre análise de composição de software (SCA) do quarto trimestre de 2024, com as melhores pontuações em áreas importantes, como visão, inovação e atendimento ao cliente. A Forrester destacou o compromisso da Snyk com o sucesso dos clientes e sua estratégia de incorporar a segurança ao processo de desenvolvimento, além de ressaltar recursos avançados de inteligência de risco, correção e análise.
O Snyk Open Source ajuda organizações como Salesforce, Google e Facebook a reforçar a segurança de aplicativos, permitindo que as equipes de desenvolvimento encontrem, priorizem e corrijam automaticamente vulnerabilidades de segurança e problemas de licença em suas dependências e contêineres de código aberto desde o início e ao longo de todo o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC). Diferentemente de outras soluções de segurança disponíveis no mercado, o Snyk Open Source é uma ferramenta fácil de usar para desenvolvedores, que se integra perfeitamente aos fluxos de trabalho de desenvolvimento. Ele oferece correção automatizada e insights de segurança práticos para ajudar as organizações a identificar e mitigar riscos com eficiência.
Snyk é reconhecida como líder no relatório The Forrester Wave™: análise de composição de software, 4º trimestre de 2024
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