10 boas práticas de SDLC para implementar hoje
14 de janeiro de 2022
0 minutos de leituraUma equipe focada em funcionalidade e segurança é essencial para o sucesso do desenvolvimento de software. Por isso, um SDLC seguro é importante: ele prioriza a segurança do software e ajuda a evitar que agentes mal-intencionados ataquem sua aplicação. As ameaças à segurança são complexas demais para que baste corrigir os problemas depois do lançamento. Por isso, é mais eficiente e eficaz integrar a segurança ao processo de codificação.

Os problemas que um SDLC seguro resolve
Um dos problemas do código inseguro é a presença frequente de vulnerabilidades em softwares lançados, integrados a muitos produtos de parceiros e expostos aos usuários finais. Corrigir problemas de segurança que já estão em circulação exige mais tempo e trabalho, pois os desenvolvedores já não têm o contexto do código em mente. Sem um SSDLC, eles perdem tempo corrigindo vulnerabilidades em vez de se concentrar na entrega de novos recursos.
Um SSDLC também ajuda a resolver o problema de erros de segurança recorrentes por parte dos desenvolvedores. O processo identifica e corrige esses problemas periódicos e oferece soluções com rapidez suficiente para serem implementadas antes que o software chegue à produção.
O último problema que um SDLC seguro resolve é a falta de meios para os clientes saberem se o produto é seguro quando não há um padrão de segurança. Padronizar o ciclo de desenvolvimento garante que existam recursos para identificar e resolver problemas de segurança.
Agora que explicamos por que o SSDLC é essencial e exige a integração da segurança em todo o desenvolvimento, confira dez boas práticas de SDLC seguro que você pode implementar.
10 boas práticas para proteger o SDLC
1. Adote a mentalidade DevSecOps
Uma das estratégias de maior impacto é implementar a segurança de software desde o início. Essa abordagem incorpora a segurança ao próprio código e estabelece um padrão de proteção ao longo de todo o SDLC. No entanto, para lidar com vulnerabilidades no código e reforçar a segurança das aplicações, é preciso ampliar essa mudança de mentalidade para além do código e proteger também as dependências, os contêineres, a infraestrutura e outros componentes de uma aplicação moderna. As práticas de DevOps aceleram o desenvolvimento, mas incluir verificações de segurança o mais cedo possível (shift left security) pode fortalecer significativamente a postura de segurança das aplicações.
Conheça as formas como outras empresas adotaram o DevSecOps em suas organizações e ouça o The Secure Developer Podcast para saber como promover essas mudanças culturais.
2. Mantenha os requisitos de segurança atualizados
Manter a equipe de desenvolvimento a par dos requisitos de segurança à medida que o cenário de ameaças evolui é um processo contínuo. A documentação dos riscos de segurança deve ser atualizada sempre que surgirem novas ameaças, para garantir que o software esteja protegido contra elas — muitas vezes mais complexas ou criativas do que as anteriores.
3. Aproveite a modelagem de ameaças
A modelagem de ameaças é um processo essencial que combina agilidade e segurança. Ela prevê possíveis pontos vulneráveis, sua gravidade e os riscos envolvidos, além de tratar a segurança de forma proativa antes que os problemas apareçam. Essa boa prática de SDLC permite que os desenvolvedores considerem as ameaças à segurança mais cedo no processo de desenvolvimento, quando é mais fácil modificar o código-fonte para mitigar vulnerabilidades.
4. Defina requisitos de design seguro
A padronização é uma das boas práticas de maior impacto para um SDLC seguro. Ela cria um roteiro previsível para o desenvolvimento de código e facilita a melhoria contínua na integração da segurança. Para padronizar o processo da melhor forma, defina requisitos de design para novos códigos com orientações sobre boas práticas de segurança e aprove ferramentas para diferentes etapas do SDLC, que lembrem os desenvolvedores do que incluir em cada fase.
5. Use componentes de código aberto com segurança…
Os componentes de código aberto são uma ótima maneira de acelerar o desenvolvimento de software. Mas, como você não gerencia diretamente a segurança desse código, o ideal é implementar ferramentas de análise de composição de software (SCA) e usar um analisador de código aberto. Essa ferramenta verifica se o componente de terceiros introduziu vulnerabilidades e ajuda a corrigi-las no início do desenvolvimento.
Outro aspecto do uso seguro de componentes de código aberto é seguir as políticas de uso. As ferramentas de SCA verificam a conformidade das licenças e simplificam o processo, permitindo que os desenvolvedores mantenham um ritmo acelerado sem deixar de cumprir as licenças de código aberto.
6. Faça revisões de código
Para continuar integrando a segurança o mais cedo possível ao desenvolvimento de software, uma abordagem prática é usar uma ferramenta de teste de segurança de análise estática (SAST), como o Snyk Code, que verifica a qualidade do código com análise semântica e IA. Esse processo ajuda a garantir um código seguro ao apontar desvios das práticas de codificação. Em seguida, a equipe de revisão de código também pode avaliar a lógica e a intenção do script, além da qualidade e da segurança do código.
7. Faça testes de invasão
Enquanto a revisão de código busca possíveis vulnerabilidades no código, os testes de invasão ampliam essa análise e são outra boa prática de SDLC. Nesse processo de avaliação, um especialista em segurança tenta atacar a aplicação para identificar pontos vulneráveis ou riscos de segurança. Os testes de invasão são uma abordagem de gestão de riscos que leva a segurança proativa ao limite durante o desenvolvimento do código. Em geral, eles são realizados mais adiante no SDLC, quando o código passa pelas etapas iniciais de desenvolvimento.
8. Gerencie possíveis vulnerabilidades
Enquanto são feitas revisões de código, análise de composição de software e testes de invasão, é importante acompanhar possíveis vulnerabilidades de forma eficaz. Se as equipes de desenvolvimento não as gerenciarem em tempo hábil, o perfil de risco da aplicação e os custos de correção aumentarão.
Novas vulnerabilidades podem ser divulgadas a qualquer momento, o que reforça a importância de monitorar continuamente seus projetos durante todo o SDLC, inclusive depois da implantação. Também é essencial ter acesso a informações atualizadas sobre vulnerabilidades, usando uma base de dados como o Snyk Advisor, atualizada regularmente pela equipe de pesquisa de segurança da Snyk.
9. Prepare um plano padrão de resposta a incidentes
Problemas de segurança podem acontecer apesar de todos os esforços, ferramentas e processos proativos adotados. Por isso, é essencial contar com uma força-tarefa dedicada, com funções e responsabilidades definidas, para lidar com a notícia de uma violação de segurança, elaborar um plano de mitigação e executá-lo com a maior urgência possível. Simulações de emergência e testes do procedimento ajudam a preparar a equipe para situações reais. Isso também se relaciona aos testes de recuperação de desastres, que podem ajudar você a se preparar para o pior cenário.
10. Crie um programa de security champions
As iniciativas de security champions ajudam as equipes de segurança e desenvolvimento a trabalhar em conjunto. Ambas querem criar aplicações seguras o mais rápido possível, mas, tradicionalmente, as políticas de segurança foram adicionadas ao SDLC sem ampliar o conhecimento e os processos por meio das equipes de desenvolvimento. Isso resulta em barreiras de segurança automáticas ou manuais, que podem gerar retrabalho para os desenvolvedores, insatisfação e atrasos na entrega do produto. Os security champions ajudam a trazer a segurança para a conversa mais cedo e a tornar o SSDLC mais eficaz.
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As ferramentas da Snyk, pensadas para desenvolvedores, oferecem segurança integrada e automatizada para atender às suas necessidades de governança e conformidade.
Conclusão sobre o ciclo de vida de desenvolvimento de software seguro
Muitas boas práticas incluem medidas preventivas para avaliar possíveis riscos no código. Usar ferramentas já disponíveis e padronizar processos como DevSecOps, modelagem de ameaças e revisões de código ajuda sua equipe a integrar a segurança sem comprometer a agilidade. Além disso, saber quem deve fazer o quê quando surgir um problema permite que sua equipe resolva a ameaça rapidamente.
Perguntas frequentes sobre boas práticas de SDLC
O que é o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC)?
O ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC) é o processo que os desenvolvedores usam para criar software. Ele inclui etapas de design, desenvolvimento, testes, implantação e manutenção. Esse processo pode ser usado para qualquer tipo de entrega de software, desde pequenas alterações em funcionalidades até grandes sistemas corporativos.
Quais são as melhores práticas para um ciclo de vida de desenvolvimento de software seguro?
Adotar uma mentalidade DevSecOps na sua organização e aprimorar continuamente os requisitos de segurança e design são medidas proativas essenciais. Implementar processos como modelagem de ameaças, análise de código aberto, revisão de código e testes de penetração pode ajudar a identificar ameaças à segurança em diferentes etapas do ciclo de vida de desenvolvimento de software.
Acesse nossa página sobre o ciclo de vida de desenvolvimento de software seguro para saber mais sobre o SDLC seguro e como a Snyk pode ajudar sua empresa a garantir a segurança durante todo o desenvolvimento de software.
