15 práticas recomendadas de segurança de aplicações
8 de outubro de 2020
0 minutos de leituraPrincipais conclusões
Adote uma abordagem shift-left: integre práticas de segurança desde o início do ciclo de desenvolvimento (design e implementação) para detectar e corrigir vulnerabilidades o mais cedo possível.
Combata vulnerabilidades em código aberto: gerencie e monitore ativamente softwares de código aberto em busca de vulnerabilidades conhecidas, garantindo atualizações e aplicação de correções em tempo hábil, já que uma grande porcentagem das aplicações corporativas depende deles.
Aumente a visibilidade e o gerenciamento de riscos: mantenha visibilidade sobre todos os seus ativos e faça avaliações de risco regulares para identificar ameaças, vetores de ataque e as medidas de segurança necessárias.
Implemente medidas básicas de segurança: priorize a proteção de dados com criptografia (em repouso e em trânsito), valide corretamente as entradas e automatize tarefas simples de segurança para que as equipes possam se dedicar a desafios mais complexos.
O desenvolvimento de aplicações cresceu de forma sem precedentes desde 2010. Com milhões de aplicações móveis e web disponíveis, elas se tornaram parte essencial do nosso dia a dia. Paralelamente, o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) avançou, possibilitando a automação de processos manuais.
Mas esses avanços também trouxeram muitos problemas, e as questões de segurança, em particular, se tornaram comuns. Embora a maioria dos desenvolvedores e das empresas acredite que suas aplicações sejam suficientemente seguras, eles continuam a enviar código vulnerável para produção. Soluções de segurança de aplicações como a Snyk ajudam você a se antecipar às vulnerabilidades, capacitando desenvolvedores a corrigir problemas de segurança no início do ciclo de desenvolvimento.
Mais aplicações, mais [problemas de segurança]: desafios comuns de segurança de aplicações
Entre os desafios mais comuns de segurança de aplicações estão:
Programadores sem experiência: com o aumento da demanda por aplicações, a falta de desenvolvedores qualificados levou muitos programadores sem experiência a desenvolver aplicações móveis. Além disso, muitas vezes as equipes de desenvolvimento não têm o conhecimento necessário para resolver os problemas de segurança que surgem.
Uso ineficiente de ferramentas: muitas vezes, os desenvolvedores não aproveitam bem as ferramentas de teste em que investiram. E muitos acreditam que essas ferramentas vão tornar o desenvolvimento mais lento.
Aplicações web como vetor de ataque: aplicações web são o principal vetor de ataque em vazamentos de dados. Por isso, as empresas devem estar cientes da presença de APIs em suas aplicações e dos riscos associados. Muitas violações de APIs afetam empresas que nem sabem que essas interfaces estão presentes em suas soluções.
Ausência de uma abordagem DevSecOps: a maioria das organizações não segue as práticas recomendadas de segurança no desenvolvimento de aplicações para proteger seus softwares. Muitas vezes, deixam de implementar um processo de DevSecOps (a abordagem "shift-left”), essencial para garantir que todos os problemas relacionados à segurança sejam tratados e resolvidos o mais rápido possível.
Vulnerabilidades em código aberto: softwares de código aberto são uma fonte de risco, pois podem conter muitas vulnerabilidades. Estima-se que 96% das aplicações do mercado corporativo usem softwares e bibliotecas de código aberto.
Seguindo este checklist de segurança de aplicações, você pode evitar essas armadilhas e aumentar o nível de segurança das suas aplicações.
Quando se trata de práticas recomendadas de segurança no desenvolvimento de aplicações e de segurança de aplicações web, as semelhanças entre os processos de desenvolvimento de softwares web, móveis e para desktop fazem com que muitas vezes as mesmas práticas recomendadas de segurança se apliquem a todos eles.
Como fazer uma análise de lacunas em segurança de aplicações
Neste guia, mostramos as etapas para realizar uma análise de lacunas em segurança de aplicações, abrangendo visibilidade de ativos, cobertura de AppSec e priorização.
Checklist com 15 práticas recomendadas de segurança de aplicações
#1 Adote uma abordagem DevSecOps
DevSecOps, ou a abordagem shift-left, busca detectar falhas de segurança desde o primeiro dia para evitar problemas e, caso eles surjam, resolvê-los o mais rápido possível. O DevSecOps permite que as equipes de desenvolvimento identifiquem problemas de segurança em todas as etapas da cadeia de suprimentos de software, do design à implementação.
#2 Implemente um processo de gerenciamento do ciclo de vida de desenvolvimento seguro de software (SDLC)
O processo de gerenciamento do ciclo de vida de desenvolvimento seguro de software (SSDLC) define o ciclo de vida do produto do ponto de vista da segurança. Esse processo garante que os produtos, ao longo de todo o ciclo de vida, sejam:
Desenvolvidos e mantidos por profissionais com treinamento em segurança
Criados em um ambiente seguro, seguindo as práticas recomendadas de segurança de software
Entregues aos clientes com segurança
O SSDLC abrange todo o processo de desenvolvimento de um novo produto: do conceito, passando por todas as atividades de desenvolvimento, até a implantação segura no mercado como um produto maduro e o fim de seu ciclo de vida.
#3 Combata vulnerabilidades em código aberto
Embora as ferramentas de código aberto ofereçam muitos benefícios, incluindo redução de custos, elas também podem expor você a vulnerabilidades significativas. Por isso, ao usar softwares de código aberto, é essencial monitorar continuamente as vulnerabilidades, fazer atualizações regulares e aplicar correções o mais rápido possível.
#4 Automatize tarefas simples de segurança
É praticamente impossível mitigar manualmente o número incontável de vulnerabilidades existentes. Por isso, a automação é essencial. Automatize todas as tarefas simples para que as equipes possam se concentrar em atividades mais desafiadoras.
#5 Conheça seus ativos
A visibilidade é o primeiro passo para entender a situação de segurança da sua organização, pois não é possível proteger aquilo que não foi identificado. É essencial saber exatamente quais ativos compõem suas aplicações e a infraestrutura de produção de software.
#6 Avalie os riscos
Faça uma avaliação de riscos colocando-se no lugar de quem atacaria sua organização. Não deixe nenhum ponto sem verificar:
Liste todos os ativos que precisam de proteção.
Identifique as ameaças e como isolá-las e contê-las.
Identifique os vetores de ataque que podem deixar sua aplicação vulnerável a comprometimentos.
Garanta que as medidas de segurança adequadas estejam implementadas para detectar e prevenir ataques.
Avalie se você precisa de ferramentas adicionais ou talvez de outras ferramentas.
#7 Ofereça treinamento de segurança para desenvolvedores
Como os desenvolvedores também são responsáveis por enviar código para produção, é essencial que recebam treinamento da equipe de segurança. Esse treinamento deve ser adaptado à função e às necessidades de segurança de cada desenvolvedor.
#8 Gerencie contêineres corretamente
Primeiro, certifique-se de que as imagens dos contêineres estejam assinadas com uma ferramenta de assinatura digital (por exemplo, Docker Content Trust). Também é importante executar verificações automáticas em busca de vulnerabilidades em código aberto para proteger o uso de contêineres ao longo do pipeline de integração contínua.
#9 Limite o acesso dos usuários aos dados
Restringir ainda mais o acesso aos seus dados é uma das melhores formas de aumentar a segurança:
Determine quem realmente precisa acessar cada recurso específico.
Crie regras de acesso.
Mantenha os privilégios de acesso atualizados, removendo credenciais ativas quando o acesso aos dados deixar de ser necessário.
#10 Atualize e aplique correções regularmente
Instalar atualizações de software e aplicar correções é uma das formas mais eficazes de manter seu software seguro. Por que tentar resolver um problema por conta própria se ele já foi corrigido? No entanto, é importante planejar cada atualização, pois será necessário projetar a arquitetura adequada para evitar problemas de compatibilidade com APIs ao migrar para novas versões.
#11 Garanta o acesso aos dados de log
Ter acesso aos dados de log das operações diárias na nuvem é essencial para qualquer plano de resposta a incidentes. O acúmulo e a interpretação desses dados no período que antecede um incidente afetam diretamente a segurança e também podem ser relevantes para investigações posteriores. Sem esse conhecimento, você pode ficar sem recursos quando um incidente de segurança ocorrer.
#12 Criptografe seus dados
Quando se trata das práticas recomendadas de segurança de aplicações web, é fundamental criptografar os dados em repouso e em trânsito. A criptografia básica deve incluir, entre outras medidas, o uso de SSL com um certificado válido e atualizado. Não é aceitável armazenar em texto simples dados confidenciais de usuários, como IDs e senhas, o que pode levar a ataques do tipo man-in-the-middle (MITM). Use os algoritmos de criptografia mais robustos.
#13 Faça testes de intrusão
Embora os testes automatizados consigam detectar a maioria dos problemas de segurança antes do lançamento, ainda pode haver falhas que passaram despercebidas. Para minimizar esse risco, vale a pena contratar um profissional experiente em testes de intrusão para testar a aplicação. Esse tipo de hacker ético tenta invadir a aplicação para detectar vulnerabilidades e encontrar possíveis vetores de ataque, com o objetivo de proteger o sistema contra ataques reais. É importante que esse profissional seja um especialista externo, sem envolvimento no projeto.
#14 Valide corretamente as entradas
É importante que todos os dados de entrada estejam corretos do ponto de vista sintático e semântico. Valide o comprimento dos dados: eles devem conter a quantidade esperada de dígitos e caracteres, além de ter o tamanho e a extensão corretos. Embora seja recomendável usar listas de permissões, nem sempre é possível implementar esse método de validação.
#15 Busque correções permanentes
Ao analisar listas de CVEs, é fácil perceber que alguns tipos de vulnerabilidade se repetem (por exemplo, cross-site scripting (XSS), injeção de SQL e estouro de buffer). Por isso, para eliminar uma vulnerabilidade de forma definitiva, é essencial identificar sua causa raiz assim que ela surgir, em vez de aplicar uma correção parcial.
Conclusão: por que a segurança de aplicações é importante
Embora os especialistas em segurança tenham opiniões diversas sobre as práticas recomendadas de segurança de aplicações, a maioria concorda que alguns pontos essenciais, como os abordados neste artigo, devem fazer parte de qualquer checklist de revisão de segurança de aplicações.
Ainda assim, vale a pena se proteger melhor do que os demais e fazer todo o possível para reduzir o número de erros nas suas aplicações, tornando-as alvos mais difíceis de explorar. 1
Perguntas frequentes sobre segurança de aplicações
O que é segurança de aplicações?
Segurança de aplicações é o processo de identificar e reduzir vulnerabilidades no nível das aplicações. Em seguida, são adotados procedimentos de reforço para aumentar o nível geral de segurança da aplicação.
Quais ferramentas de teste de segurança de aplicações são recomendadas?
Nenhuma ferramenta ou protocolo de teste é capaz de mitigar todos os riscos de segurança possíveis. Em vez disso, as equipes devem combinar diferentes ferramentas, incluindo ferramentas de teste estático de segurança de aplicações (SAST), teste interativo de segurança de aplicações (IAST), teste dinâmico de segurança de aplicações (DAST) e ferramentas de teste de análise de composição de software (SCA).
Quais são as principais abordagens para testar a segurança de aplicações?
Uma das principais formas de detectar vulnerabilidades no código-fonte do seu produto é usar ferramentas de teste estático de segurança de aplicações (SAST). Diferentemente das ferramentas de SAST, as ferramentas de teste dinâmico de segurança de aplicações (DAST) detectam vulnerabilidades tentando explorar ativamente sua aplicação em tempo de execução.
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