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Como implementar DevSecOps em 4 etapas: estratégia de implementação de DevSecOps

Escrito por
Licenting blog feature

22 de junho de 2023

0 minutos de leitura

Os ambientes modernos de nuvem têm mais componentes interdependentes, equipes interligadas e processos acelerados do que nunca. Essa complexidade dificulta a implementação de práticas de segurança em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC) e a participação consistente das equipes envolvidas.

Proteger os ambientes de desenvolvimento atuais exige uma abordagem de DevSecOps: colaboração eficaz entre segurança e DevOps, do código à produção. Essa abordagem é bem diferente das práticas de segurança de uma década atrás, que só levavam a segurança em conta no fim do processo de desenvolvimento.

No entanto, é preciso ter o conhecimento e a estratégia certos para implementar práticas de segurança nos fluxos de trabalho de DevOps já existentes na sua organização.

4 etapas para implementar DevSecOps

Ao pensar em como implementar DevSecOps na sua organização, considere que não se trata apenas de adicionar novas ferramentas e processos ao SDLC. É uma mudança completa de mentalidade. Os desenvolvedores precisam reconhecer o valor da segurança, enquanto as equipes de segurança devem tornar as práticas de segurança o mais simples e amigáveis possível para quem desenvolve. O DevSecOps reduz as distâncias entre as equipes de segurança, desenvolvimento e operações ao promover compreensão mútua e comunicação clara.

1. Reconheça que é uma mudança cultural

O primeiro passo para uma abordagem DevSecOps bem-sucedida é uma mudança cultural. Essa mudança acontece em quatro áreas:

Pessoas

As melhores práticas de DevSecOps começam pelas pessoas que programam, entregam e protegem as aplicações. Todas as equipes envolvidas precisam praticar a empatia e buscar entender as prioridades, os objetivos e a disponibilidade umas das outras. Por exemplo, imagine que uma equipe de segurança queira implementar uma nova ferramenta, mas os desenvolvedores precisem fazer login em um novo sistema para usá-la. A ferramenta não faz parte dos fluxos de trabalho deles e gera muitos falsos positivos. Em vez disso, a equipe de segurança deve considerar ferramentas que se integrem aos fluxos de trabalho dos desenvolvedores e aumentem sua produtividade, sem frustrar a equipe com falsos positivos.

Processos

O DevSecOps também exige processos estratégicos. Defina como será o sucesso das iniciativas de DevSecOps e, em seguida, estabeleça formas de promover a responsabilização. Além disso, elimine processos que transformem a equipe de segurança em um gargalo. As práticas de bloqueio por segurança obrigam as equipes a atingir um determinado nível de mitigação de riscos antes de avançar por certas etapas. Com o tempo, isso se torna um grande entrave. Em vez disso, os testes de segurança devem ser executados desde o início e com frequência, identificando problemas de segurança no começo do processo e permitindo que os desenvolvedores mitiguem os riscos por conta própria. Assim, a segurança funciona como uma proteção que mantém os desenvolvedores seguros sem atrasar seu trabalho.

Tecnologias

Ao implementar DevSecOps, escolha tecnologias de segurança pensadas para desenvolvedores. Veja alguns sinais de que uma ferramenta é amigável para quem desenvolve:

  • Integra-se bem às ferramentas de DevOps, aos pipelines de CI/CD, aos softwares de relatórios e alertas etc.

  • Exige pouco tempo de aprendizado

  • Funciona bem com ambientes e fluxos de trabalho de desenvolvimento conhecidos (algumas ferramentas até se integram diretamente às CLIs de desenvolvimento!)

  • Oferece orientações para que os desenvolvedores corrijam os problemas

  • Reúne vários aspectos da segurança de aplicações em um só lugar, eliminando a dispersão de ferramentas de segurança e as responsabilidades extras que vêm com ela

  • Oferece opções de automação para facilitar a integração aos fluxos existentes

2. Envolva as equipes de segurança no processo de design

As equipes de desenvolvimento e segurança devem projetar uma arquitetura segura desde o início, incorporando o DevSecOps à base das aplicações. Veja algumas maneiras de fazer isso:

  • Comece sua jornada de DevSecOps com a modelagem de ameaças. Ela analisa a arquitetura das aplicações existentes para identificar a origem dos possíveis problemas de segurança.

Analise o código e os componentes de código aberto logo no início do SDLC. Estabeleça maneiras de identificar e corrigir código e componentes inseguros o quanto antes. Por exemplo, você pode usar o Snyk Advisor para verificar a segurança dos pacotes de código aberto antes de incluí-los na sua aplicação.

3. Pratique a integração contínua (CI)

A integração contínua (CI) é uma parte importante do DevOps. Ela busca incluir os desenvolvedores nas tarefas de operações, colocando-os no controle dos testes do código novo desde o início e, depois, da sua compilação e do armazenamento em um repositório central de código-fonte com controle de versão. As equipes de desenvolvimento geralmente contam com ferramentas automatizadas de CI para realizar essas funções.

Muitas organizações implementam uma abordagem DevSecOps ao incluir testes de segurança junto com os testes de qualidade de rotina (por exemplo, testes unitários, de regressão etc.) em todo o processo de CI. Assim, sempre que novos trechos de código são adicionados ao repositório de código-fonte, a equipe de desenvolvimento pode ter mais confiança de que são seguros e de alta qualidade.

4. Use ferramentas e testes de DevSecOps

Mas que tipos de teste de DevSecOps você deve incluir no seu pipeline de CI/CD? Comece com estes três:

SAST

O teste de segurança por análise estática (SAST) verifica seu código-fonte proprietário, bytecode ou código assembly em busca de vulnerabilidades. Uma solução de SAST amigável para desenvolvedores — como o Snyk Code — sinaliza essas vulnerabilidades e oferece instruções passo a passo sobre como os desenvolvedores podem corrigi-las.

SCA

A análise de composição de software (SCA) entra no início do pipeline, junto com o SAST. Ela identifica componentes e dependências de terceiros com vulnerabilidades conhecidas e orienta os desenvolvedores a substituir os componentes vulneráveis por opções melhores. Enquanto o SAST se concentra apenas na composição do código, a SCA também considera licenças e versões de código aberto. O Snyk Open Source abrange todas essas necessidades.

DAST

O teste de segurança por análise dinâmica (DAST) entra no fim do pipeline de CI/CD, junto com os testes de integração e outras avaliações de ponta a ponta. Ele testa a aplicação de fora para dentro, simulando ataques.

O que é DevSecOps?

DevSecOps é uma mentalidade de responsabilidade compartilhada pela segurança que permeia a cultura, os processos e as escolhas de ferramentas de uma organização. Como o nome sugere, as equipes de desenvolvimento, segurança e operações trabalham juntas para entregar aplicações seguras, seguindo os princípios fundamentais de DevOps: colaboração, automação e cultura.

Qual é a diferença entre DevOps e DevSecOps?

DevOps é uma metodologia que se baseia em lançamentos pequenos e iterativos (ágeis), automação e testes frequentes para produzir software de alta qualidade com rapidez. Ela une as equipes de desenvolvimento e operações e, às vezes, inclui práticas recomendadas de segurança de aplicações, como testes de qualidade do código.

No entanto, os processos típicos de DevOps não incluem os desenvolvedores na maioria das iniciativas relacionadas à segurança. Além disso, um ciclo de DevOps para uma aplicação moderna prioriza mudanças rápidas, funciona principalmente na nuvem e depende de conteinerização e infraestrutura como código (IaC) — tudo isso sem incluir a segurança. Isso praticamente impossibilita que as equipes de segurança acompanhem o ritmo acelerado do desenvolvimento de software moderno, o que pode gerar riscos de segurança nas aplicações.
É aí que entra o DevSecOps, que permite que as equipes de desenvolvimento e operações executem tarefas de segurança enquanto escrevem e entregam código. Essa abordagem difere do DevOps porque incorpora práticas de segurança logo no início do ciclo de desenvolvimento de software, por exemplo, no nível da IDE ou em hooks de pré-commit do Git, e permite que os desenvolvedores assumam a responsabilidade pela postura de segurança das aplicações. Assim, evita-se deixar a segurança para depois,

quando o processo fica mais caro, ou empurrar a responsabilidade para outra equipe — “isso é problema da equipe de segurança”.

Os princípios de DevSecOps, segurança na nuvem e Snyk

Implementar uma abordagem DevSecOps exige mais do que simplesmente incluir ferramentas de segurança nos processos de desenvolvimento. É preciso promover uma mudança cultural profundamente integrada aos fluxos de trabalho atuais das equipes de desenvolvimento e operações, mas o impacto do DevSecOps é transformador.

A Snyk ajuda as organizações a adotar uma abordagem abrangente para todas as atividades de segurança de aplicações. Nossa plataforma de segurança para desenvolvedores permite que eles incorporem a segurança desde as primeiras linhas de código, passando pela IaC e pelos contêineres, até a implantação na nuvem. Quer experimentar nossas ferramentas de DevSecOps? Analise suas aplicações com a Snyk gratuitamente hoje mesmo.

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