Governança em DevSecOps: como medir e melhorar os resultados de segurança
27 de março de 2025
0 minutos de leituraDepois de implementar uma estratégia de DevSecOps desde o início — incluindo design seguro, testes e monitoramento e correção baseada em riscos —, é hora de se concentrar em análise e governança. Afinal, as organizações precisam medir e aprimorar regularmente seus processos de segurança para amadurecer seus programas de DevSecOps.
A governança de programas de DevSecOps e segurança de aplicações ajuda a criar e gerenciar políticas e, por meio de medições eficazes, permite que as lideranças de segurança avaliem o estado atual, definam uma estratégia para o futuro e acompanhem as melhorias contínuas ao longo do tempo. Ao combinar governança e gestão de riscos, as equipes de segurança de aplicações podem priorizar aplicações e problemas e, assim, ajudar suas organizações a alcançar o nível desejado de segurança e risco.
Vamos falar sobre a importância da medição como parte da governança em DevSecOps e mostrar por que é fundamental medir e aprimorar continuamente os processos de segurança para reduzir riscos e acelerar o desenvolvimento.
Como medir os principais resultados de segurança
Acompanhar métricas e resultados dos processos de DevSecOps permite que as lideranças de segurança quantifiquem os riscos e entendam melhor o impacto da abordagem de DevSecOps na redução de riscos ao longo do tempo. Além disso, metas claras e indicadores de progresso mensuráveis são essenciais para promover um ambiente em que as equipes de desenvolvimento, segurança e operações compartilhem a responsabilidade pela segurança.
Em última análise, os KPIs ideais para um programa de DevSecOps variam de uma organização para outra, mas alguns dos mais comuns, voltados à segurança, incluem:
Backlog de problemas em aberto: o número total de problemas em aberto dá uma visão dos riscos atuais de segurança de aplicações que precisam de atenção.
Tempo em aberto dos problemas: acompanhar por quanto tempo os problemas permanecem expostos é essencial para identificar aqueles com maior probabilidade de exploração.
Tempo médio para resolução (MTTR): permite entender a eficiência dos processos de correção.
Acordo de nível de serviço (SLA): trabalhar em diferentes áreas para estabelecer objetivos de nível de serviço e traduzi-los em SLAs ajuda a verificar se a correção dos problemas atende aos requisitos de conformidade.
Taxas de testes no IDE e na CLI: a frequência desses testes ajuda a medir a adoção de testes de segurança de aplicações pelos desenvolvedores durante o desenvolvimento.
Taxas de testes em pipelines de CI/CD: meça a adoção de testes de segurança de aplicações nos pipelines de CI/CD.
No entanto, medir os riscos e sua redução é um desafio, pois exige correlacionar dados de várias fontes para cada ativo. Uma estrutura unificada de governança de segurança — combinada com uma plataforma de gerenciamento da postura de segurança de aplicações (ASPM) para consolidar dados de segurança de diferentes ferramentas — pode ajudar as organizações a gerenciar proativamente os riscos gerais.
Uma estrutura de governança eficaz deve incluir logs de auditoria abrangentes e relatórios otimizados para oferecer precisão, informações práticas e senso de urgência. Os dados coletados dos processos de segurança também devem se basear em métricas úteis e relevantes. Por exemplo, métricas como a severidade do Common Vulnerability Scoring System (CVSS) e as categorias do Common Weakness Enumeration (CWE) não fornecem o contexto necessário para decisões baseadas em risco. Isso dificulta o alinhamento com os desenvolvedores e gera estimativas imprecisas do impacto para as lideranças de negócio.
Criar um modelo de risco e uma estrutura de governança claros e abrangentes para todos os ativos de software é essencial para manter a segurança. Essas estruturas devem definir metas específicas de correção com base na gravidade dos incidentes, oferecendo uma abordagem estruturada à gestão de riscos. Ao acompanhar o progresso em relação a essas metas, as lideranças de segurança podem garantir que suas equipes estejam tratando as vulnerabilidades de forma eficaz e promovendo melhorias contínuas.
Alinhe os processos de segurança aos objetivos da organização
Depois de coletar dados dos processos de DevSecOps, as organizações devem analisá-los para identificar possíveis pontos fracos ou gargalos e definir uma estratégia para o futuro. Isso pode reduzir riscos, melhorar as operações e viabilizar novos recursos de segurança. Por exemplo, inserir dados de ferramentas de inteligência contra ameaças nos pipelines de DevSecOps permite que as organizações entendam melhor o panorama atual de ameaças e identifiquem indicadores de comprometimento. Essas informações podem servir de base para criar uma estratégia de defesa prática daqui para a frente.
Uma estrutura de governança eficaz também deve incluir políticas de segurança de aplicações alinhadas aos padrões de segurança e conformidade aceitos internamente. Dados dos processos de segurança relacionados ao histórico de ameaças, vulnerabilidades, esforços de correção e outros aspectos podem ser usados para definir políticas relevantes. Em seguida, essas políticas podem ser aplicadas de forma automática e consistente para fortalecer a postura geral de segurança da organização.
Também é fundamental medir e analisar o número e a frequência de lançamentos bloqueados por problemas de segurança. Quando essas métricas são altas, isso pode indicar problemas relacionados à cultura de segurança, às políticas ou às responsabilidades dos desenvolvedores. As organizações podem reduzir os obstáculos à adoção de DevSecOps identificando esses pontos fracos.
Use dados para aprimorar continuamente os processos de segurança
As ameaças cibernéticas estão em constante evolução. Por isso, é importante que as organizações aprimorem continuamente seus processos de segurança para se manterem à frente de agentes maliciosos. Com a implementação de testes contínuos de segurança, a melhoria dos processos existentes e a eliminação do tempo desperdiçado pelos desenvolvedores, as organizações podem fortalecer suas estratégias de DevSecOps diante de novas ameaças e mudanças nas prioridades da empresa.
Medir as melhorias ao longo do tempo pode motivar as equipes de desenvolvimento e segurança e incentivar as lideranças de negócio a investir mais em segurança de aplicações. Ao medir o impacto das iniciativas de segurança nos negócios, a segurança passa a ser vista como um facilitador dos negócios, e não como uma barreira à inovação. Isso pode reforçar o valor da adoção de DevSecOps e ampliar o apoio a futuras iniciativas de cibersegurança.
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Application Analytics acompanha riscos e cobertura para ajudar você a identificar tendências de risco.
Developer Analytics monitora a adoção de ferramentas pelas suas equipes, incluindo o uso de plugins para IDE e da CLI.
Personalize e integre seus dados com facilidade por meio de exportações em CSV, das APIs da plataforma Snyk e do compartilhamento de dados do Snowflake. Essa flexibilidade ajuda você a aprimorar sua estratégia de segurança e demonstrar o progresso, fortalecendo a confiança da equipe e das partes interessadas.
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