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DAST centrado em desenvolvedores com a Bright Security

Escrito por
blog header snyk brightsec

14 de abril de 2023

0 minutos de leitura

Os testes de segurança são cada vez mais considerados uma parte essencial do ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC). Tradicionalmente, o desenvolvimento ágil de software prioriza a velocidade de desenvolvimento, o feedback rápido do mercado e a entrega de produtos e serviços de alta qualidade. No entanto, softwares vulneráveis a ataques cibernéticos não têm valor para os usuários finais e representam grandes riscos tanto para clientes quanto para fornecedores de software. Por isso, é fundamental integrar os testes de segurança ao processo de desenvolvimento de software.

Neste artigo, mostramos como ferramentas de teste de software — especialmente a nova geração de ferramentas de DAST centradas em desenvolvedores — podem ajudar as organizações a ampliar a cobertura dos testes de segurança, capacitar desenvolvedores, estabelecer um processo eficaz de correção de vulnerabilidades e criar aplicações seguras para evitar violações de segurança dispendiosas.

O que são SAST e DAST?

SAST e DAST são dois tipos comuns de metodologias de teste de segurança de software.

SAST, ou teste estático de segurança de aplicações, é um tipo de teste que analisa o código-fonte de uma aplicação para identificar vulnerabilidades de segurança. Ferramentas de SAST, como o Snyk Code, analisam o código-fonte em busca de erros comuns de programação e problemas de segurança, como estouros de buffer, injeção de SQL e execução remota de código (RCE). O SAST costuma ser realizado durante a fase de desenvolvimento de uma aplicação e é útil para detectar vulnerabilidades no início do ciclo de vida de desenvolvimento de software.

DAST, ou teste dinâmico de segurança de aplicações, é um tipo de teste que simula um ataque a uma aplicação para identificar vulnerabilidades de segurança. As ferramentas de DAST testam o comportamento da aplicação e suas interações com o ambiente externo, como serviços web e bancos de dados. O DAST costuma ser realizado em um ambiente de homologação ou produção e é útil para detectar vulnerabilidades que podem ter passado despercebidas durante o SAST, além de vulnerabilidades que só ocorrem em um ambiente ativo.

Vantagens e limitações das ferramentas de SAST e DAST

Embora as ferramentas de SAST e DAST sejam muito úteis para profissionais de desenvolvimento e segurança de aplicações, elas não são perfeitas. A Snyk tem um artigo mais detalhado sobre como usar SAST e DAST em conjunto para preencher as lacunas de cada abordagem. Mas vamos dar uma olhada rápida nos prós e contras de cada tecnologia.

Vantagens do SAST:

  • Detecção precoce de vulnerabilidades: O SAST pode detectar vulnerabilidades no início do ciclo de vida de desenvolvimento de software. Assim, os desenvolvedores podem corrigir problemas à medida que surgem e evitar os custos de corrigi-los mais adiante no ciclo de desenvolvimento ou, pior ainda, depois que a aplicação já estiver em produção.

  • Integração aos processos de desenvolvimento: As ferramentas de SAST podem ser integradas ao processo de desenvolvimento, permitindo testes contínuos e a identificação automatizada de vulnerabilidades. Isso pode economizar tempo e recursos em comparação com testes de segurança manuais.

  • Conjuntos de regras personalizáveis: As ferramentas de SAST podem ser personalizadas com conjuntos de regras específicos para cada aplicação, permitindo identificar vulnerabilidades próprias daquela aplicação. Esse nível de personalização garante que a ferramenta identifique problemas relevantes para a aplicação em questão.

Desvantagens do SAST:

  • Conjunto limitado de problemas: As ferramentas de SAST se limitam aos tipos de vulnerabilidade que conseguem detectar e podem não identificar vulnerabilidades mais complexas ou difíceis de perceber. Isso significa que algumas vulnerabilidades podem passar despercebidas, deixando a aplicação exposta a ataques.

  • Dependência de entradas estáticas: As ferramentas de SAST dependem de entradas estáticas, o que significa que só conseguem analisar o código que recebem. Se uma aplicação usa entradas dinâmicas, como dados fornecidos pelos usuários, o SAST pode não identificar vulnerabilidades decorrentes dessas entradas.

  • Falsos positivos: As ferramentas de SAST podem gerar falsos positivos, desperdiçando tempo e recursos. Isso acontece quando a ferramenta identifica um problema que não é realmente uma vulnerabilidade ou não pode ser explorado na prática. Falsos positivos podem frustrar os desenvolvedores e fazer com que percam a confiança na ferramenta.

Vantagens do DAST:

  • Representação precisa de cenários de ataque reais: O DAST representa com precisão cenários de ataque reais, pois testa o comportamento de uma aplicação em um ambiente ativo. Isso pode ajudar a identificar vulnerabilidades que talvez não tenham sido detectadas durante o SAST.

  • Independência do processo de desenvolvimento: Os testes de DAST são independentes do processo de desenvolvimento, ou seja, podem ser realizados em uma aplicação implantada sem exigir acesso ao código-fonte. Isso torna o DAST ideal para testar aplicações de terceiros.

  • Cobertura abrangente de testes: O DAST oferece uma cobertura abrangente de testes, pois testa as interações da aplicação com seu ambiente de execução, como serviços web, bancos de dados e APIs.

Desvantagens do DAST:

  • Os problemas podem ser mais difíceis de priorizar e investigar: Às vezes, os testes de DAST identificam problemas que envolvem vários componentes da aplicação (por exemplo, problemas de sanitização de entradas e saídas). Com isso, as equipes podem precisar de mais tempo para investigar e corrigir o problema.

  • Dependência dos ambientes de execução: Os testes de DAST dependem do ambiente de execução da aplicação, o que significa que talvez não detectem vulnerabilidades que ocorram apenas em ambientes de execução específicos. Isso pode resultar em falsos negativos e em uma falsa sensação de segurança.

  • Implementação tardia: Como o DAST exige uma instância da aplicação em execução para testar seu comportamento em um ambiente ativo, geralmente é implementado no fim do processo de desenvolvimento. Isso significa que o DAST só pode começar depois que a aplicação estiver totalmente desenvolvida e implantada em um ambiente de produção ou homologação, deixando possíveis problemas sem detecção por algum tempo.

O que é DAST centrado em desenvolvedores e como ele complementa o SAST?

O DAST centrado em desenvolvedores é um tipo de teste de DAST que prioriza a integração dos testes de segurança ao ciclo de vida de desenvolvimento de software. O objetivo é antecipar os testes de segurança no processo de desenvolvimento, para que as vulnerabilidades possam ser detectadas e corrigidas no início do ciclo.

Quando usados em conjunto, o DAST centrado em desenvolvedores e o SAST oferecem uma abordagem mais abrangente para testar a segurança de aplicações.

O SAST costuma ser usado nas fases iniciais do processo de desenvolvimento, quando os desenvolvedores estão escrevendo o código. Ele analisa o código-fonte da aplicação em busca de vulnerabilidades, como injeção de SQL. Essa abordagem pode ajudar os desenvolvedores a identificar e corrigir possíveis problemas de segurança antes que o código seja compilado e implantado. No entanto, o SAST tem limitações e pode não detectar certas vulnerabilidades que só ficam visíveis na aplicação em execução.

Já o DAST centrado em desenvolvedores é usado para testar a aplicação em execução e pode detectar vulnerabilidades que o SAST talvez não encontre, como as relacionadas à validação de entradas, à configuração e à autenticação. Ele pode ser integrado ao processo de desenvolvimento, permitindo que os desenvolvedores testem a aplicação enquanto a desenvolvem. Essa abordagem oferece feedback imediato sobre a segurança do código e permite corrigir vulnerabilidades rapidamente.

Combinar SAST e DAST centrado em desenvolvedores permite que as organizações identifiquem e corrijam vulnerabilidades tanto no código-fonte quanto na aplicação em execução, oferecendo uma visão mais completa da postura de segurança. Essa abordagem também ajuda as organizações a atender aos requisitos de conformidade e a reduzir o risco de violações de segurança e perda de dados.

5 boas práticas para implementar uma estratégia de DAST centrado em desenvolvedores

Implementar uma estratégia de DAST centrado em desenvolvedores envolve integrar os testes de segurança ao ciclo de vida de desenvolvimento de software. Para garantir que isso seja feito com eficácia, as organizações devem seguir algumas boas práticas, como:

  1. Integre o DAST ao processo de desenvolvimento: O DAST deve ser integrado a todo o processo de desenvolvimento, para que os desenvolvedores possam testar o código em busca de vulnerabilidades de segurança logo após criá-lo. Para isso, é preciso usar ferramentas automatizadas de DAST que possam ser integradas ao ambiente de desenvolvimento.

  2. Priorize as vulnerabilidades: Depois de detectadas, as vulnerabilidades devem ser priorizadas de acordo com a gravidade e o impacto potencial. Isso ajuda a garantir que as mais críticas sejam corrigidas primeiro.

  3. Capacite os desenvolvedores em boas práticas de segurança: Os desenvolvedores devem receber treinamento em boas práticas de segurança, como técnicas de codificação segura, para escrever códigos mais seguros. Isso ajuda a evitar a introdução de vulnerabilidades desde o início.

  4. Estabeleça um processo para corrigir vulnerabilidades: É preciso estabelecer um processo para corrigir as vulnerabilidades detectadas pelo DAST centrado em desenvolvedores. Esse processo deve incluir etapas para verificar se as vulnerabilidades foram corrigidas e testar novamente a aplicação para garantir que as correções funcionam.

  5. Acompanhe e monitore o progresso: O progresso deve ser acompanhado e monitorado ao longo do tempo para garantir a eficácia da estratégia de DAST centrado em desenvolvedores. Isso pode incluir métricas como o número de vulnerabilidades detectadas, o tempo necessário para corrigi-las e a postura geral de segurança da aplicação.

Ao seguir essas boas práticas, as organizações podem implementar uma estratégia de DAST centrado em desenvolvedores eficaz e eficiente. Essa abordagem pode ajudar a melhorar a postura geral de segurança da aplicação, reduzir o risco de violações de segurança e perda de dados e ajudar as organizações a atender aos requisitos de conformidade.

Modernizando SAST e DAST

Os testes de segurança de software são essenciais para garantir que as aplicações estejam seguras e protegidas contra ataques cibernéticos. O DAST centrado em desenvolvedores é uma abordagem de testes dinâmicos que prioriza a integração dos testes de segurança ao processo de desenvolvimento de software. Ao automatizar os testes de segurança e incorporá-los ao pipeline de integração e entrega contínuas (CI/CD), essa abordagem fornece aos desenvolvedores feedback rápido sobre possíveis problemas de segurança. Assim, eles podem corrigir vulnerabilidades em tempo real, minimizando o impacto dos problemas de segurança e reduzindo a probabilidade de que vulnerabilidades passem despercebidas.