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Protegendo o coração da saúde: estratégias e soluções de cibersegurança
Organizações de saúde e desenvolvedores de tecnologia estão na linha de frente de uma batalha incansável contra ameaças cibernéticas. Os ataques direcionados à área da saúde estão cada vez mais frequentes e sofisticados, atingindo com sucesso até mesmo organizações de saúde gigantescas. O Office of Civil Rights (OCR) informou que, em 2023, houve um aumento de 239% nas violações de dados de saúde relacionadas a invasões. Esse setor está na mira dos criminosos cibernéticos devido ao valor das informações pessoais de saúde que armazena e ao seu papel fundamental na saúde e na segurança públicas. Eles sabem que os ataques provavelmente renderão dados valiosos e que resgates elevados provavelmente serão pagos.
Para os prestadores de serviços de saúde, o impacto de uma violação de segurança é devastador. Uma única violação pode expor dados confidenciais de pacientes, interromper serviços médicos e gerar perdas financeiras substanciais — custos que recaem sobre o prestador. O custo médio de uma violação de dados na área da saúde é de US$ 10,93 milhões, significativamente superior ao de outros setores.
No entanto, os danos vão além do impacto financeiro imediato: as violações podem abalar a confiança dos pacientes, um elemento essencial na área da saúde, e levar anos para recuperá-la.
Este artigo explora os desafios enfrentados pelas organizações de saúde para conciliar a oferta de tecnologia de ponta, que proporciona o melhor atendimento aos pacientes, com a segurança e a privacidade deles.
Desafios de segurança na área da saúde
Qualquer tecnologia da área da saúde enfrenta diversos desafios complexos de segurança devido à alta sensibilidade das informações pessoais de saúde. Os dados dos pacientes incluem uma ampla variedade de informações, desde históricos médicos até dados de pagamento, que são valiosas para os invasores. As organizações que lidam com esses dados precisam equilibrar o acesso dos profissionais que dependem deles para trabalhar com a proteção contra acessos não autorizados e violações, além de atender aos requisitos regulatórios.
O avanço das tecnologias de saúde torna esse cenário ainda mais complexo, aumentando também a complexidade e o número de possíveis vulnerabilidades. Novas tecnologias, como prontuários eletrônicos (EHRs), plataformas de telemedicina e dispositivos médicos conectados, trazem formas inovadoras de prestar atendimento, mas também abrem novas portas para ameaças cibernéticas. A rápida adoção de IA e aprendizado de máquina para diagnósticos e gestão de pacientes complica ainda mais esse cenário, criando uma rede de novas integrações de dados e APIs que precisam ser protegidas.
Cada avanço tecnológico traz desafios próprios, já que esses sistemas costumam se integrar a diferentes redes e dispositivos, ampliando a superfície de ataque potencial.
Desafios de conformidade
Na área da saúde, os desafios de conformidade se somam às tarefas operacionais e de segurança. Regulamentos como a HIPAA, nos EUA, e o GDPR, na Europa, estão sempre em pauta e estabelecem requisitos rigorosos para proteger a privacidade dos pacientes e garantir a segurança dos dados. O descumprimento dessas normas pode custar caro: resultar em ações judiciais de grande repercussão, multas severas e danos à reputação. Também pode atrair mais atenção dos órgãos reguladores e complicar ainda mais as operações no futuro.
Não há como gerenciar esses desafios de conformidade com um único produto ou abordagem. É preciso uma estratégia abrangente que atenda aos requisitos regulatórios e acompanhe os avanços tecnológicos. Para isso, é necessário incorporar medidas robustas de segurança de software às estratégias de conformidade. Elas ajudam a garantir que todos os dados — armazenados, processados ou em trânsito — permaneçam protegidos contra violações e acessos não autorizados, em conformidade com os requisitos legais e com a devida proteção das informações confidenciais.
Implementação da segurança
Garantir a segurança de aplicações e sistemas de saúde é fundamental e desafiador, sobretudo em um setor que precisa conciliar a rápida inovação tecnológica com a integridade absoluta dos dados dos pacientes. Para isso, é essencial incorporar medidas de segurança desde o início do ciclo de desenvolvimento das tecnologias de saúde. Essa abordagem, conhecida como “shift-left”, garante que a segurança seja considerada desde o início e evolua junto com o desenvolvimento de novas tecnologias e aplicações.
Métodos robustos de testes de segurança são essenciais para identificar e corrigir vulnerabilidades em aplicações e APIs de saúde. Testes de segurança regulares e abrangentes permitem detectar possíveis falhas com antecedência, para que sejam corrigidas antes de serem exploradas. Isso inclui testes dinâmicos de aplicações em operação, análise estática durante o desenvolvimento e testes rigorosos de APIs para proteger as interfaces que permitem a comunicação entre diferentes sistemas de saúde.
Amplo conjunto de tecnologias a proteger
A infraestrutura moderna de saúde depende da tecnologia para prestar atendimento aos pacientes com agilidade. Essa tecnologia pode estar hospedada na nuvem ou localmente e se integrar a uma ampla variedade de soluções, incluindo plataformas de computação em nuvem e dispositivos da Internet das Coisas (IoT). Isso aumenta significativamente a complexidade dos ambientes de segurança que precisam ser gerenciados. Cada tecnologia oferece benefícios e recursos próprios, mas também apresenta vulnerabilidades específicas e desafios de segurança que precisam ser tratados.
À medida que os sistemas de saúde incorporam mais tecnologias — de data centers com servidores a dispositivos vestíveis de monitoramento da saúde —, torna-se cada vez mais importante adotar uma estratégia de segurança unificada, consistente e eficaz. Desenvolver essa estratégia é complexo: ela precisa ser adaptável o bastante para abranger arquiteturas tecnológicas muito diferentes e capaz de gerenciar os riscos interconectados. Por exemplo, proteger o armazenamento em nuvem exige garantir a integridade dos dados e impedir acessos não autorizados, enquanto os dispositivos de IoT precisam de criptografia robusta e atualizações contínuas de firmware para se proteger contra possíveis ataques cibernéticos.
Nuvem
A tecnologia em nuvem é uma das inovações que se tornaram essenciais para a área da saúde. Ela é amplamente usada para armazenar dados de pacientes e hospedar aplicações essenciais. No entanto, devido à complexidade dos ambientes de nuvem e à falta de profissionais qualificados, as organizações enfrentam dificuldades para protegê-los e gerenciá-los, o que coloca dados confidenciais em risco. Isso pode levar a vulnerabilidades no armazenamento em nuvem e no compartilhamento de dados, expondo informações de pacientes a acessos não autorizados e possíveis violações.
Para se proteger desses riscos, os prestadores de serviços de saúde precisam usar ferramentas e protocolos de segurança específicos para a nuvem. Isso inclui criptografar os dados em trânsito e em repouso, adotar controles de acesso robustos para garantir que somente pessoas autorizadas possam consultar informações confidenciais e usar sistemas avançados de detecção de ameaças para monitorar e responder rapidamente a possíveis incidentes de segurança.
Dispositivos
A integração de dispositivos médicos conectados às redes de saúde traz outro desafio de segurança. De monitores vestíveis de saúde a equipamentos avançados de diagnóstico, esses dispositivos estão cada vez mais interconectados e, por isso, expostos a ameaças cibernéticas. Embora forneçam dados médicos valiosos em tempo real, a conectividade aumenta o risco de comprometimento, que pode resultar em graves violações de privacidade ou danos aos pacientes.
Proteger esses dispositivos exige a implementação de medidas rigorosas de cibersegurança durante as etapas de fabricação e desenvolvimento. Isso inclui incorporar recursos robustos de segurança desde o início e realizar testes completos para garantir que os dispositivos resistam a ataques.
Para as organizações de saúde que usam esses dispositivos, é essencial realizar testes contínuos de segurança. Eles dão visibilidade a possíveis riscos e vulnerabilidades, permitindo desenvolver planos de mitigação específicos. Ao gerenciar e atualizar ativamente os protocolos de segurança, os prestadores de serviços de saúde podem proteger esses dispositivos essenciais contra ameaças emergentes e garantir que continuem seguros.
Aplicações
As aplicações de saúde, de sistemas de gestão de pacientes a plataformas de telemedicina, são componentes essenciais da infraestrutura tecnológica da área, mas também representam pontos vulneráveis a ameaças cibernéticas. É fundamental implementar testes rigorosos e medidas de segurança para proteger esses recursos essenciais. Essas medidas ajudam a evitar violações de dados e ataques cibernéticos, garantindo a integridade e a confidencialidade de informações de saúde confidenciais.
Também é importante monitorar e atualizar essas aplicações continuamente. Essa vigilância constante ajuda a lidar com ameaças de segurança emergentes e a se adaptar a novas vulnerabilidades. Com protocolos de segurança atualizados e alinhados aos padrões mais recentes da área da saúde, as organizações podem manter suas aplicações seguras e em conformidade. Adotar uma abordagem proativa de segurança é fundamental para evitar violações e superar desafios de conformidade. Ao antecipar possíveis problemas de segurança e resolvê-los antes que ocorram, os prestadores de serviços de saúde podem proteger seus sistemas e dados.
Construindo uma infraestrutura de saúde segura
Construir uma infraestrutura de saúde robusta e segura vai além de uma necessidade técnica: é um pilar da segurança e da confiança dos pacientes. É fundamental incorporar medidas avançadas de cibersegurança desde as etapas iniciais do desenvolvimento da infraestrutura tecnológica de saúde. Isso inclui adotar princípios de design seguro e realizar avaliações de segurança no início do ciclo de vida do projeto, garantindo que a tecnologia possa se defender contra ameaças cibernéticas sem comprometer as funções essenciais da área da saúde. Ao mesmo tempo, é preciso equilibrar a busca por inovação de ponta com as exigências de segurança e confiabilidade. Esse equilíbrio é essencial para manter a confiança de pacientes e partes interessadas e, ao mesmo tempo, promover um ambiente favorável aos avanços médicos.
Incorporando segurança ao SDLC
Na área de HealthTech, incorporar práticas de segurança diretamente ao ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC) é essencial para reduzir os riscos desde o início. Adotar práticas de segurança shift-left garante que a segurança seja uma prioridade desde a concepção dos projetos de desenvolvimento, e não uma preocupação de última hora. Essa abordagem integra testes e atualizações contínuos de segurança ao longo do processo de desenvolvimento, ajudando a identificar e corrigir vulnerabilidades com antecedência. Atualizar e testar os protocolos de segurança regularmente é essencial para acompanhar novas ameaças e manter a conformidade com as rigorosas regulamentações da área da saúde.
A qualidade das ferramentas importa
A qualidade das ferramentas de segurança usadas na área da saúde é tão importante quanto as estratégias de segurança. Em um setor em que a fadiga de alertas pode ter consequências graves, uma plataforma precisa oferecer não só cobertura abrangente, mas também alta precisão. Escolher ferramentas que ofereçam cobertura ampla, especialmente em testes de segurança de aplicações e APIs, é fundamental.
Ferramentas com baixas taxas de falsos positivos são valiosas: reduzem o tempo gasto investigando problemas inexistentes e permitem que as equipes de segurança se concentrem em ameaças reais. A Snyk AI Trust Platform alcança esse resultado com seus mecanismos prontos para IA, desenvolvidos com DeepCode AI. Nossa IA especializada é criada e aprimorada por pesquisadores de alto nível, usando dados específicos de segurança de milhões de projetos de código aberto com licenças permissivas — nunca dados de clientes. Isso garante alta precisão e reduz falsos positivos que desperdiçam tempo valioso, permitindo que as equipes de segurança e desenvolvimento se concentrem em ameaças reais aos dados dos pacientes.
Para serem mais eficazes, essas ferramentas precisam se integrar perfeitamente aos pipelines de CI/CD existentes, aumentando a eficiência operacional sem comprometer a segurança. Essa integração garante que as verificações de segurança sejam automatizadas e contínuas, acompanhando a natureza dinâmica das tecnologias de saúde.
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Com a Snyk, as organizações têm acesso a recursos automatizados de análise de segurança, que simplificam e agilizam o trabalho dos desenvolvedores para detectar e corrigir vulnerabilidades desde as primeiras etapas do desenvolvimento até a implantação. Essa automação abrange uma ampla variedade de serviços de teste, da análise estática e dinâmica a avaliações especializadas para ambientes complexos de APIs.
A Snyk AI Trust Platform oferece a visibilidade com tecnologia de IA necessária para gerenciar a complexa superfície de ataque da HealthTech. Para os desenvolvedores, ela oferece fluxos de trabalho nativos de IA, como o Snyk Assist, que fornece recomendações de correção contextualizadas para resolver vulnerabilidades rapidamente. Assim, suas equipes podem inovar com tecnologias de ponta e manter os mais altos padrões de segurança e conformidade com regulamentações como HIPAA e GDPR.
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