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Como fazer análise estática de código
Etapas para usar ferramentas de análise estática de código com sucesso
Algumas das maiores vulnerabilidades de segurança da sua organização podem estar escondidas no código-fonte. Frameworks de segurança conhecidos, como o OWASP Top 10, apontam várias vulnerabilidades que têm origem em como o código-fonte é escrito. Ameaças de injeção e design inseguro, além de criptografia ineficaz e violações de tipos, podem ser consequência de um código-fonte inseguro. A solução? Implementar ferramentas e práticas que permitam à sua equipe programar com segurança e analisar o código estaticamente com regularidade.
O que é análise estática de código?
A análise estática de código examina o código-fonte em busca de código de baixa qualidade, possíveis vulnerabilidades e outros tipos de falhas. Ela é mais eficaz quando usada no início do ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC) e mantida ao longo de todo o processo. Quando usada para fins de segurança, é chamada de teste estático de segurança de aplicações (SAST).
As ferramentas de SCA ajudam as equipes de desenvolvimento a deslocar a segurança para a esquerda — aplicando correções no código mais cedo no processo de desenvolvimento —, permitindo corrigir erros enquanto o código ainda está fresco na memória. Implementar ferramentas de análise estática para varredura de código melhora muito a postura de segurança da organização, pois identifica vulnerabilidades e permite que as equipes as corrijam antes mesmo de o código ser executado.
Por que as equipes de desenvolvimento fazem análise estática de código?
As ferramentas de análise estática de código existem desde meados da década de 1970, mas já se observou que os desenvolvedores tentam contorná-las. As principais reclamações são que essas ferramentas são muito lentas, geram muitos falsos positivos e apresentam os resultados de forma difícil de entender e de usar. Por isso, na maioria das vezes, a segurança do código fica a cargo de revisões de código entre colegas.
Os desenvolvedores precisam dedicar horas extras a essa tarefa e, ainda assim, podem deixar passar detalhes importantes por causa de erros humanos. O uso de ferramentas automatizadas de análise estática de código permite que as equipes melhorem muito a precisão e a eficiência gerais. Ferramentas modernas como o Snyk Code resolveram os problemas de tempo de varredura e de praticidade dos resultados, além de poder acelerar significativamente a produção de código.
Os melhores resultados são alcançados quando as ferramentas são automatizadas e integradas a qualquer etapa da integração e implantação de uma aplicação. As aplicações modernas usam pipelines de CI/CD totalmente automatizados, e as ferramentas atuais de análise estática de código se integram a todas as etapas. Isso começa com a disponibilidade no ambiente de desenvolvimento (IDE), inclui a varredura de cada alteração na base de código dentro do sistema de controle de versão, a varredura durante a compilação e muito mais.
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Como fazer análise estática de código para garantir segurança e qualidade
No passado, o SAST era usado principalmente pelas equipes de segurança e de forma semelhante a uma auditoria: as varreduras de segurança geravam relatórios, que eram encaminhados aos desenvolvedores por meio de chamados. A análise estática automatizada de código, seguida de correções manuais, deve ser uma prática amigável para desenvolvedores, que ajude as equipes de desenvolvimento a criar código mais seguro, em vez de consumir seu tempo e prejudicar a produtividade. O SAST pode ser facilmente integrado a um pipeline de CI/CD típico, pois leva pouco tempo adicional para ser executado, é automatizado e pode ser conectado diretamente às primeiras etapas do SDLC. Veja como começar a usar uma ferramenta de SAST na sua organização:
1. Escolha uma ferramenta.
Escolha uma ferramenta capaz de sinalizar erros de duas categorias diferentes:
Qualidade – O código tem erros de programação, como valores indefinidos, problemas de sintaxe ou violações de padrões?
Segurança – O código foi criado com um design inseguro? Ele contém vulnerabilidades?
2. Execute a ferramenta no código usando regras e condições predefinidas.
Depois de definir como o código será selecionado em relação aos processos gerais da sua equipe de desenvolvimento, é hora de executar a ferramenta. Dependendo das necessidades da equipe, você pode iniciar a varredura manualmente ou configurar uma automação para executá-la em uma etapa específica (por exemplo, após cada pull request). Sua ferramenta de análise deve contar com regras e condições predefinidas, incluindo parâmetros internos e frameworks de segurança padrão.
Lembre-se:
Não existe produto de software em produção que não precise de manutenção. O ideal é analisar todo o código.
3. Analise os resultados e verifique se há falsos positivos.
Use sempre uma ferramenta com baixa taxa de falsos positivos para não frustrar os desenvolvedores. Mas nenhuma ferramenta é perfeita, por isso é importante verificar os resultados em busca de falsos positivos. Para determinar se um erro sinalizado é real, você precisa investigar a localização exata e a causa da vulnerabilidade.
É importante que sua ferramenta ofereça relatórios detalhados, explicando como o erro surgiu e quais são exatamente os fatores de risco. Assim, sua equipe pode identificar facilmente se determinado resultado é legítimo ou um falso positivo. Como mencionamos, também é útil usar uma ferramenta de análise estática de código que trabalhe ativamente para evitar falsos positivos desde o início.
4. Priorize as correções por urgência.
As correções devem ser priorizadas de acordo com o nível de risco, a urgência e o tipo. Na triagem, leve em conta o contexto da vulnerabilidade (ou seja, onde ela está localizada na infraestrutura da aplicação ou a que tipo de dado está próxima). Algumas ferramentas — como o Snyk Code — conseguem realizar essa etapa automaticamente, usando inteligência artificial para ajudar os desenvolvedores a entender os erros dentro do contexto. Além disso, um mesmo tipo de problema costuma aparecer várias vezes em um projeto. Agrupar problemas do mesmo tipo ajuda a aprender a corrigir um deles e aplicar a correção a vários casos de uma só vez.
5. Aplique as correções, começando pelas mais urgentes.
A última etapa é corrigir os erros no código. Isso pode intimidar desenvolvedores que não conhecem as práticas de programação segura. Por isso, é essencial usar uma ferramenta que indique ações práticas para corrigir as vulnerabilidades encontradas. O teste estático de segurança de aplicações não deve se concentrar apenas na correção, mas também na capacitação das equipes. Uma boa ferramenta de SAST oferece às equipes detalhes e etapas práticas para dar continuidade, ajudando-as a aprimorar suas práticas de programação segura.
Como escolher uma ferramenta de teste estático de segurança de aplicações
Há diversas ferramentas de SAST disponíveis. Para descobrir qual delas se adapta melhor à sua equipe e aos processos atuais, vocês precisarão responder a algumas perguntas:
Compatibilidade com linguagens e frameworks. A ferramenta é compatível com as principais linguagens de programação e frameworks usados pela sua equipe?
Integração com outras ferramentas de desenvolvimento. A ferramenta se integra às soluções que você já usa, como ferramentas de pipeline de CI/CD e repositórios de código-fonte?
Baixa taxa de falsos positivos. Como a ferramenta lida com falsos positivos? Como muitas ferramentas de SAST são conhecidas por apresentar resultados imprecisos, a ferramenta escolhida inclui recursos adicionais para evitar falsos positivos?
Velocidade de varredura. A ferramenta analisa o código em um tempo razoável, permitindo que seus desenvolvedores implementem correções em tempo real?
Relatórios detalhados. A ferramenta apresenta as vulnerabilidades em um formato fácil de entender e adequado para desenvolvedores? Ela sugere etapas práticas para corrigir as vulnerabilidades encontradas?
O teste estático de segurança de aplicações precisa ser amigável para desenvolvedores. O importante é usar uma ferramenta que se integre perfeitamente ao pipeline atual e forneça resultados precisos e práticos. O objetivo é ajudar os desenvolvedores a deslocar a segurança para a esquerda e aprimorar suas habilidades de programação segura com recursos educativos.
O Snyk Code, nossa ferramenta de SAST, facilita essa abordagem de análise estática de código com IA integrada e participação humana, treinada com milhões de bibliotecas de código aberto. Ela foi criada para fornecer resultados de varredura inteligentes e contextualizados, além de etapas práticas para corrigir problemas. Assim, seus desenvolvedores podem fazer correções em minutos e voltar logo à programação. Quer ver o Snyk Code em ação? Experimente hoje mesmo nosso verificador de código gratuito.
Perguntas frequentes sobre análise estática de código
Como funciona a análise estática de código?
A análise estática transforma o código-fonte em uma estrutura de dados específica e aplica regras a essa estrutura. A análise estática de código pode verificar:
Problemas no código e vulnerabilidades de segurança
Qualidade da documentação
Consistência da formatação
Problemas de desempenho
Conformidade com os requisitos do projeto, os padrões de conformidade e as práticas recomendadas em geral
As ferramentas automatizadas de análise estática de código podem procurar esses tipos de erros e comunicá-los às equipes de desenvolvimento. A análise estática é feita no código-fonte (ou no bytecode), sem executar ativamente o aplicativo.
O que é um exemplo de análise estática de código?
A análise estática de código é realizada por uma ferramenta automatizada, como o Snyk Code, no início do ciclo de vida do desenvolvimento de software. As ferramentas de análise estática de código podem encontrar e relatar problemas de qualidade ou segurança que poderiam afetar negativamente a aplicação mais adiante no ciclo. A análise estática examina código que não está em execução, seja ele próprio da organização ou de código aberto.
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