Como medir o sucesso de AppSec: KPIs essenciais que demonstram valor
26 de novembro de 2024
0 minutos de leituraNo setor de desenvolvimento de software, proteger proativamente o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC) contra ameaças cibernéticas deve ser sempre uma prioridade. Adotar uma abordagem de segurança desde o início trata da segurança nas etapas iniciais, permitindo que suas equipes de desenvolvimento dediquem mais tempo à inovação e menos ao tratamento de vulnerabilidades. Mas isso é só o começo.
As equipes de AppSec também precisam mostrar aos CISOs e a outros executivos que o programa de AppSec está funcionando como deveria e gerando valor para o negócio. Por isso, é importante dar visibilidade a como os investimentos em AppSec reduzem riscos e ajudam a empresa a alcançar seus objetivos de negócio. No entanto, demonstrar o sucesso de AppSec não acontece da noite para o dia. Primeiro, é preciso identificar e coletar os KPIs e as métricas certos para que executivos e partes interessadas entendam claramente como o programa funciona. Depois, é necessário transformar essas métricas em uma narrativa que faça sentido para o público-alvo.
Neste guia, vamos mostrar como medir e comunicar corretamente o sucesso do seu programa de AppSec, para que gestores e tomadores de decisão entendam que o investimento nessa área continua trazendo retornos.
Principais indicadores de desempenho (KPIs) para programas de AppSec
“Não se gerencia o que não se mede” é um ditado comum no mundo dos negócios que mostra a importância dos dados para saber se algo está funcionando. E isso certamente vale para AppSec, em que métricas quantificáveis podem medir a eficácia das medidas de segurança e identificar pontos de melhoria. As quatro categorias importantes de KPIs em que você deve se concentrar são:
Métricas de redução de riscos
Cobertura e engajamento das equipes
Tendências da postura de segurança das aplicações
Eficiência no gerenciamento de vulnerabilidades
Métricas de redução de riscos
As métricas de redução de riscos mostram como sua organização está mitigando o impacto potencial das ameaças à segurança. Entre as métricas mais usadas estão:
Número de vulnerabilidades críticas: acompanha a quantidade de vulnerabilidades críticas ao longo do tempo.
Um programa de AppSec bem-sucedido apresenta uma tendência de queda, indicando que a organização está enfrentando menos ameaças de alto risco.
Taxa de correção de vulnerabilidades: mede a taxa de correção de vulnerabilidades em um período específico.
Por exemplo, se 120 vulnerabilidades forem descobertas e 60 forem corrigidas em um determinado mês, a taxa mensal de correção será de 50%.
Porcentagem de aplicações de alto risco: mede a porcentagem de aplicações sensíveis ou críticas para as funções de negócio.
Saber esse percentual ajuda a definir como priorizar os esforços de correção, de preferência começando pelas ameaças às aplicações de alto risco.
Débito de segurança: acompanha os problemas de segurança não resolvidos que se acumulam ao longo do tempo.
Quanto mais tempo os problemas de segurança permanecerem sem correção, maior será o risco de violações ou exploração. Acompanhar esse débito ajuda a mostrar a postura geral de segurança da organização.
Cobertura e engajamento das equipes
Nenhuma equipe de AppSec trabalha isolada. Reduzir ameaças com eficácia exige o envolvimento de equipes multifuncionais para fortalecer a segurança da organização. Medir o nível de participação e engajamento das diferentes equipes ajuda a demonstrar o sucesso de AppSec. Algumas métricas úteis são:
Porcentagem de aplicações cobertas por testes de segurança: acompanha a proporção de aplicações que passaram por avaliações de segurança.
Quanto maior, melhor, pois isso indica menos possíveis lacunas na cobertura.
Conclusão do treinamento de segurança para desenvolvedores: mede quantos desenvolvedores concluíram um treinamento de segurança.
Desenvolvedores que concluem treinamentos de segurança estão mais preparados para adotar práticas de programação segura e proteger seu trabalho contra ameaças cibernéticas.
Constatações de segurança por aplicação: acompanha o número de vulnerabilidades identificadas em cada aplicação.
Interpretar essa métrica pode exigir algum esforço: um número elevado pode indicar testes minuciosos, mas também revelar que os desenvolvedores talvez não estejam usando práticas de programação segura.
Tempo médio até o envolvimento da equipe de segurança (MTSI): mede em que etapa do ciclo de desenvolvimento as equipes de segurança são envolvidas.
Envolver as equipes de segurança mais cedo no processo de desenvolvimento ajuda a identificar e corrigir vulnerabilidades antes que causem problemas.
Tendências da postura de segurança das aplicações
Se o seu programa de AppSec estiver funcionando como deveria, as tendências devem evoluir de forma favorável ao longo do tempo. Mas a única maneira de saber é acompanhar métricas específicas para avaliar a saúde da sua segurança. Entre elas estão:
Número de vulnerabilidades em aberto: acompanha o ritmo de resolução dos problemas de segurança pela equipe de AppSec.
O ideal é que a linha de tendência seja descendente, indicando menos vulnerabilidades em aberto ao longo do tempo.
Taxa de recorrência de vulnerabilidades: mede a frequência com que as mesmas vulnerabilidades voltam a aparecer nas aplicações.
Uma taxa de recorrência elevada indica que talvez seja necessário melhorar as práticas de segurança dos desenvolvedores ou adotar processos de teste mais rigorosos, evitando ter de corrigir os mesmos problemas repetidamente.
Porcentagem de aplicações sem vulnerabilidades conhecidas: reflete a eficácia da organização em evitar que vulnerabilidades apareçam nas aplicações.
Uma porcentagem alta é melhor, mas não deixe que ela gere uma falsa sensação de segurança: a ausência de vulnerabilidades conhecidas não leva em conta ameaças desconhecidas ou ainda não descobertas.
Taxa de aplicação de patches de segurança: mede a rapidez com que a organização aplica patches de segurança.
Uma taxa alta indica que sua organização corrige vulnerabilidades proativamente e, assim, reduz a exposição a riscos de segurança.
Eficiência no gerenciamento de vulnerabilidades
Esta categoria avalia a eficiência da organização para encontrar e corrigir vulnerabilidades. Mais eficiência aumenta a produtividade ao reduzir o tempo que os desenvolvedores dedicam à correção de problemas de segurança, permitindo que se concentrem em criar softwares melhores. Algumas métricas importantes são:
Tempo médio para detectar (MTTD): mede o tempo médio entre o surgimento de uma vulnerabilidade e sua detecção.
Tempos menores de detecção mostram que sua abordagem é eficaz para identificar problemas logo no início.
Tempo médio para corrigir (MTTR): mede o tempo médio necessário para corrigir uma vulnerabilidade depois que ela é detectada.
Uma tendência de redução no tempo de correção demonstra que você desenvolveu um processo eficiente de gerenciamento de vulnerabilidades. Se o tempo estiver aumentando, é sinal de que o processo precisa ser aprimorado.
Porcentagem de vulnerabilidades corrigidas por gravidade: mede a eficácia da priorização de vulnerabilidades pela organização, com base na gravidade (por exemplo, crítica, alta ou média).
Em um programa de gerenciamento de vulnerabilidades bem otimizado, as vulnerabilidades mais graves são corrigidas primeiro.
Taxa de falsos positivos: representa a porcentagem de vulnerabilidades reportadas que não são ameaças reais.
Uma taxa alta de falsos positivos significa que suas equipes estão desperdiçando tempo e esforço valiosos investigando e corrigindo vulnerabilidades inexistentes. Nesse caso, talvez seja necessário investir em soluções de teste melhores (por exemplo, ferramentas de SCA e SAST) e aprimorar seus processos de segurança.
Como demonstrar o ROI para executivos e partes interessadas
Para algumas equipes, começar a coletar métricas é fácil. O desafio vem depois: apresentar os números e a história de sucesso de AppSec a executivos e partes interessadas, para que entendam plenamente o valor do programa. Isso exige uma tradução cuidadosa dos dados e uma narrativa que mostre como AppSec ajuda a organização a alcançar seus principais objetivos de negócio.
Traduza métricas técnicas em valor para o negócio
O que está na cabeça da maioria dos executivos? Geralmente, o resultado financeiro, o cumprimento de prazos, o gerenciamento de riscos e a garantia de que as ofertas da organização contribuam para o sucesso do negócio. Bombardear esses tomadores de decisão com números sem contexto não é a melhor maneira de chamar a atenção. Em vez disso, mostre o impacto financeiro da redução de riscos. Calcule também quanto a organização economiza em custos relacionados a violações ao reduzir o número de vulnerabilidades críticas.
Executivos querem saber como as iniciativas de segurança ajudam a melhorar a eficiência operacional. Mostre exatamente quanto tempo sua iniciativa de AppSec economiza ao reduzir o retrabalho no desenvolvimento e acelerar o lançamento no mercado. Como a conformidade é uma parte inevitável dos negócios, demonstrar como AppSec ajuda a organização a cumprir regulamentações relevantes (por exemplo, HIPAA, GDPR, PCI-DSS etc.) reforça ainda mais o valor da segurança para o negócio.
Conte histórias convincentes sobre o sucesso de AppSec
Sua equipe de AppSec pode ser muito boa em identificar problemas e contabilizar vulnerabilidades, mas, para comunicar o valor do programa, você também precisa contar histórias com eficácia. Comece pelos resultados. Em vez de apenas apresentar o número de testes de segurança realizados, explique como esses testes identificaram vulnerabilidades e evitaram violações de segurança ou ajudaram a cumprir os prazos de lançamento do produto.
Estudos de caso também são ótimos para ilustrar resultados e mostrar, por exemplo, como a correção oportuna de vulnerabilidades ajudou a empresa a evitar um incidente real que afetou outras organizações do setor. Gráficos e recursos visuais ajudam a transmitir suas ideias, principalmente ao mostrar tendências favoráveis, como a redução do MTTR. Por fim, sempre demonstre como AppSec ajuda a organização a aumentar a receita, proteger a marca e conquistar a confiança dos clientes.
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O gerenciamento da postura de segurança de aplicações (ASPM) foi criado para apoiar programas de AppSec bem-sucedidos, oferecendo visibilidade abrangente do ambiente de aplicações, reunindo métricas relevantes e usando automação para gerenciar vulnerabilidades. Saiba mais: baixe o white paper da Snyk e da Accenture Capacite desenvolvedores, reduza riscos: como o ASPM libera o DevSecOps.
Acreditamos que o ASPM ajuda as organizações a gerenciar com eficácia os inúmeros desafios relacionados à segurança de aplicações. O Snyk AppRisk é uma ferramenta ASPM que prioriza os desenvolvedores e oferece às equipes de AppSec a visibilidade, o contexto e o controle necessários para melhorar a postura de segurança. Agende uma demonstração e descubra como o Snyk AppRisk pode reduzir riscos em tempo recorde.
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