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Ciclo de inteligência de ameaças | Fases e práticas recomendadas explicadas
Entenda o ciclo de inteligência de ameaças em fases fáceis de assimilar
O que é o ciclo de inteligência de ameaças?
O ciclo de inteligência de ameaças é o processo completo de obtenção de informações baseadas em evidências sobre possíveis ameaças cibernéticas, do uso desses dados para criar defesas e agir proativamente à investigação de ataques bem-sucedidos para aprender com os resultados e aprimorar a inteligência.
As ameaças cibernéticas estão aumentando em frequência e sofisticação no mundo todo. As empresas precisam responder à altura, obtendo inteligência de ameaças mais aprofundada, capaz de mostrar onde seus sistemas estão vulneráveis, quais ameaças em potencial são mais prováveis e causariam mais danos, e como ajustar as táticas de detecção e resposta para criar um ambiente seguro de forma eficaz.
Quando usar o ciclo de inteligência de ameaças?
Em um cenário ideal, a inteligência de ameaças deve fazer parte de uma estratégia contínua de cibersegurança. Coletar e analisar dados constantemente sobre ameaças existentes e potenciais aumenta a capacidade da organização de proteger seus sistemas contra invasores conhecidos e desconhecidos.
Mesmo que a postura de segurança da sua empresa ainda esteja no início, seguir a estrutura do ciclo de inteligência de ameaças vai ajudar você a obter mais insights e responder com mais rapidez. O ciclo de inteligência de ameaças oferece as etapas fundamentais para criar uma defesa cibernética eficaz contra criminosos cibernéticos.
Quem se beneficia do ciclo de inteligência de ameaças?
De modo geral, todos na sua organização se beneficiam do ciclo de inteligência de ameaças. Embora o CISO e o conselho de administração geralmente sejam os mais afetados por uma violação, os ataques aos seus sistemas têm um efeito cascata, e todos os departamentos sentem o impacto.
Do ponto de vista dos ativos, os maiores beneficiários do ciclo de inteligência de ameaças são seus dados confidenciais, ativos digitais proprietários e funcionalidades do sistema. É difícil quantificar o valor desses ativos — por isso, eles são alvos tão frequentes de hackers.
Adorado por desenvolvedores. Confiável para a segurança.
As ferramentas da Snyk, pensadas para desenvolvedores, oferecem segurança integrada e automatizada para atender às suas necessidades de governança e conformidade.
Quais são as 6 etapas do ciclo de inteligência de ameaças?
O ciclo de inteligência de ameaças tem seis etapas geralmente aceitas. Elas são cíclicas: a sexta etapa não é o fim do processo, mas deve levar você de volta à primeira.
1. Requisitos
Além disso, faça perguntas sobre a capacidade atual da sua organização de incorporar a segurança desde o início e de forma contínua. A segurança já foi integrada ao ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC)? O que você precisa melhorar para implementar o DevSecOps na sua organização?
Nesta etapa, também é importante definir exatamente quem desempenha cada função no ciclo de inteligência de ameaças. Quem é responsável por supervisionar cada etapa e quem são as pessoas que atuarão na prática?
2. Coleta de dados
Você pode encarar esta etapa como uma “missão de reconhecimento”. O objetivo é coletar o máximo possível de informações sobre possíveis vetores de ameaças, vulnerabilidades existentes e informações disponíveis publicamente que um agente de ameaças poderia usar para obter acesso não autorizado aos seus sistemas.
Você pode buscar essas informações em notícias e blogs online, fóruns e comunidades, além de registros de eventos de rede. Os scanners de vulnerabilidades também são ferramentas úteis para identificar pontos fracos nas suas aplicações.
3. Processamento de dados
O processamento de dados é a próxima etapa do ciclo de inteligência de ameaças. Os dados brutos precisam ser transformados em um formato que possa ser usado na análise. Para isso, eles precisam ser:
Deduplicados
Estruturados
Descriptografados
Traduzidos
Classificados e priorizados
A má notícia é que essas etapas podem consumir muito tempo quando há grandes volumes de dados. Mas o esforço vale a pena: você terá informações úteis e precisas para embasar sua inteligência de ameaças.
4. Análise
O segredo desta etapa é transformar os dados em ação. Você converte dados e pesquisas em inteligência — mas ela só é útil se permitir que você tome decisões práticas. Esta etapa pode ajudar a responder a perguntas como:
Quais ameaças representam o maior potencial de prejuízo?
Quais ameaças têm maior probabilidade de ocorrer?
Quais ativos correm mais risco?
Onde os protocolos de segurança podem ser aprimorados?
Como realocar, remover ou reforçar recursos para oferecer uma proteção melhor?
A análise de segurança é uma forma importante de adotar uma abordagem proativa para prevenir ameaças — um aspecto fundamental da inteligência de ameaças. Dedique tempo para analisar os dados e entender exatamente o que sua empresa está fazendo bem e onde existem lacunas de segurança problemáticas.
5. Disseminação
Agora que você respondeu a algumas perguntas muito importantes, é hora de compartilhar as respostas com as pessoas envolvidas. Comece priorizando seus insights. Não dá para apresentar todos os possíveis pontos fracos no relatório, então foque os dados mais valiosos e práticos, além dos temas mais relevantes. Depois, use suas habilidades de comunicação para criar um relatório e uma apresentação que orientem as partes interessadas pelos resultados e recomendações.
6. Feedback e melhoria contínua
A etapa final — ou a primeira do próximo ciclo — do ciclo de inteligência de ameaças consiste em avaliar os resultados e definir as próximas ações. Isso também inclui avaliar a execução do próprio ciclo. Fazer perguntas abertas após compartilhar o relatório é uma maneira de fazer isso, assim como distribuir uma pesquisa mensal ou trimestral.
Uma inteligência de ameaças eficaz depende de melhorias contínuas. Você não vai avançar muito na melhoria da sua postura de segurança se não fizer mudanças constantes nos protocolos, ferramentas, processos e estratégias.
Quais são os tipos de inteligência de ameaças?
A inteligência de ameaças se divide em quatro tipos principais: estratégica, tática, operacional e técnica. Conhecer as diferenças entre eles ajuda você a categorizar suas descobertas e definir diretrizes para a coleta e o processamento de dados.

Estratégica
Esse tipo de inteligência de ameaças é amplo e de alto nível. Ele orienta a postura de segurança, o perfil de risco geral e a estratégia de segurança da organização. Também deve incluir tendências sociais, do setor e políticas que possam afetar sua empresa e sua abordagem à cibersegurança. Essas informações são usadas por equipes executivas, gestores e CISOs.
Tática
A inteligência de ameaças tática é um pouco mais específica e analisa vetores de ataque, recursos de cibersegurança e vazamentos de conhecimento que podem contribuir para uma violação. Essas informações são usadas por profissionais de cibersegurança, arquitetos e administradores.
Operacional
A coleta de inteligência de ameaças operacional ajuda a contextualizar ameaças passadas e possíveis ameaças futuras. É a inteligência de ameaças em ação, obtida a partir do comportamento humano, das redes sociais e de eventos do mundo real. Essas informações são utilizadas por responsáveis pela segurança e equipes de resposta a incidentes.
Técnica
A inteligência de ameaças técnica está relacionada a indicadores de ataques específicos que as organizações podem monitorar, especialmente no caso de engenharia social. Esse tipo de informação precisa ser atualizado com frequência, pois os ataques cibernéticos estão em constante evolução.
Como a Snyk se encaixa no ciclo de inteligência de ameaças
Muitas organizações buscam recursos abrangentes e precisos para identificar possíveis vulnerabilidades durante as etapas de coleta e processamento de dados do ciclo de inteligência de ameaças. Snyk, baseado na nossa Intel Vulnerability Database, é esse recurso.
Adorado por desenvolvedores. Confiável para a segurança.
As ferramentas da Snyk, pensadas para desenvolvedores, oferecem segurança integrada e automatizada para atender às suas necessidades de governança e conformidade.
A Snyk revela muitas vulnerabilidades antes que elas sejam incluídas em bancos de dados públicos. O banco de dados da Snyk é gerenciado por uma equipe de especialistas, pesquisadores e analistas — nossa equipe Snyk Security Research —, que garante alta precisão e uma baixa taxa de falsos positivos. Essa equipe consulta diversas fontes públicas e fornece dados selecionados manualmente e metadados enriquecidos para orientar as decisões de priorização e correção.
Na verdade, 92% das vulnerabilidades de JavaScript no NVD foram incluídas primeiro na Snyk Vulnerability Database. Você pode dar uma espiada aqui.
Ou solicite uma demonstração da Snyk para saber como podemos nos integrar às suas ferramentas e fluxos de trabalho de desenvolvimento para corrigir vulnerabilidades automaticamente.