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Ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC): fases e metodologias
À medida que as ferramentas de desenvolvimento de software evoluem, surgem possibilidades inéditas para criar softwares mais avançados e sofisticados, em um ritmo sem precedentes. Escrever código é apenas uma parte do processo de entrega de software. Planejamento, gestão e comunicação são igualmente importantes. É aí que o ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC) desempenha um papel fundamental.
O que é SDLC?
SDLC é a sigla em inglês para ciclo de vida do desenvolvimento de software e descreve o processo de entrega de qualquer tipo de software, de pequenas funcionalidades a sistemas inteiros que custam milhões de dólares. O SDLC é composto por várias fases, que representam a sequência de etapas necessárias para transformar uma ideia em uma entrega.
A execução dessas fases pode variar bastante, dependendo da natureza do projeto e de como ele é gerenciado.
Por que o SDLC é importante?
O ciclo de vida do desenvolvimento de software oferece uma estrutura organizada para conduzir projetos de software, que muitas vezes envolvem um alto grau de incerteza. Ele ajuda as partes interessadas a entender melhor o que é necessário, identificar problemas desde o início, controlar custos e entregar softwares de maior qualidade.
Quais são as 7 fases do SDLC?
Embora muitas vezes o desenvolvimento de software seja visto apenas como escrever código, na verdade há várias etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software antes da entrega, e a programação é apenas uma delas. Essas fases incluem levantamento de requisitos, análise, design, desenvolvimento, testes, implantação e manutenção.

Dependendo das metodologias de SDLC adotadas, as fases não seguem necessariamente uma sequência linear. Na verdade, elas podem se sobrepor ou mudar de ordem, como veremos a seguir, ao explicar cada uma delas.
1. Levantamento de requisitos
Antes de iniciar qualquer projeto de desenvolvimento de software, é importante entender o que realmente precisa ser feito. É comum que as equipes de desenvolvimento e seus clientes tenham ideias diferentes sobre como deve ser a entrega final. Por exemplo, talvez o cliente não saiba exatamente do que precisa no início. Mais adiante no projeto, porém, depois de testar o software, pode ter uma ideia mais clara.
O problema é que, nessa etapa, pode ser tarde demais. As equipes de desenvolvimento podem investir muito tempo e esforço na criação de um sistema sem validação. Depois disso, seria preciso muito mais trabalho para adaptá-lo aos critérios e à visão do cliente para a solução. Por isso, é fundamental trabalhar em estreita colaboração com o cliente desde o início para entender seus desafios e levantar os requisitos de forma eficaz.
Além da etapa inicial, o cliente deve dar feedback ao longo do ciclo de vida do desenvolvimento de software para que sejam feitos ajustes e para garantir que todos estejam alinhados.
2. Análise
Depois de analisar o problema que precisa ser resolvido durante o levantamento de requisitos, cabe à equipe de desenvolvimento definir a melhor abordagem para encontrar uma solução. A equipe deve estimar o esforço necessário para entregar o projeto, incluindo custos e prazo, sem entrar em muitos detalhes técnicos tão cedo. O objetivo é avaliar a viabilidade do projeto considerando o orçamento e o prazo de entrega esperado.
3. Design
Se o projeto for aprovado na fase de análise, a equipe de desenvolvimento pode avançar com os planos de criação do software: a fase de design do ciclo de vida do desenvolvimento de software. Ao criar uma solução, é preciso considerar muitos aspectos além do próprio código, incluindo infraestrutura, arquitetura do sistema e interface do usuário. É importante planejar com antecedência e garantir que todos os aspectos funcionais e não funcionais sejam contemplados, pois criar todos os componentes necessários sem um plano pode levar a reescritas dispendiosas.
4. Desenvolvimento
Criar software é uma arte que vai muito além de simplesmente escrever código. O código é executado em uma infraestrutura que normalmente inclui servidores e redes ou uma plataforma de hospedagem gerenciada, como o Azure App Service ou o AWS Elastic Beanstalk.
DevOps é uma prática recomendada que aproxima desenvolvedores e profissionais de infraestrutura, tradicionalmente separados. Como reconhece que a infraestrutura é tão importante quanto o código, o DevOps costuma fazer parte da equipe de desenvolvimento. Esses profissionais podem cuidar de tudo, desde servidores e redes até o pipeline de CI/CD.
5. Testes
Desenvolver o software não basta. Antes de entregá-lo ao cliente, a equipe precisa garantir que ele atenda ao propósito e não tenha problemas significativos:
Ele atende a todos os requisitos?
Ele faz isso em um tempo razoável?
É fácil de usar?
Consegue escalar para lidar com picos de uso?
Você implementou um SDLC seguro e testes de segurança de aplicações para protegê-lo contra explorações comuns, como ataques de injeção de SQL?
É importante identificar esses problemas desde o início, pois corrigi-los fica muito mais caro nas etapas posteriores do SDLC.
6. Implantação
Depois de confirmar que o software atende ao propósito, é hora de entregá-lo ao cliente. Dependendo de como o projeto é gerenciado, isso pode acontecer de uma só vez, ao final do projeto, ou como parte de um processo contínuo durante o desenvolvimento. Em seguida, o software é configurado em um ambiente real, onde o cliente realiza uma rodada de testes de aceitação do usuário (UAT) antes de aprová-lo e começar a usá-lo em produção.
7. Manutenção
Embora a implantação seja vista muitas vezes como a etapa final da entrega de um software, ela é apenas o início de sua vida útil. Quase sempre é preciso voltar a ele para corrigir bugs ou adicionar funcionalidades. Em geral, o fornecedor do software oferece ao cliente um acordo de nível de serviço (SLA), que define como os problemas com o software devem ser tratados. Se for necessário refazer uma parte significativa do software, talvez seja preciso iniciar um novo SDLC.
Metodologias de SDLC
Hoje, os projetos de software costumam ser desenvolvidos e entregues com metodologias ágeis. No entanto, existem muitas outras formas de implementar o SDLC. O modelo em cascata é uma abordagem mais tradicional, mas a maioria considera que está ultrapassado. Outras abordagens, como o modelo espiral, já não são amplamente utilizadas.
SDLC em cascata
O modelo em cascata é uma abordagem rígida e linear, em que cada fase do SDLC dá início à seguinte. Por exemplo, a fase de desenvolvimento precisa ser concluída antes do começo dos testes. Essa abordagem pressupõe que todas as informações sobre um projeto sejam conhecidas com antecedência, algo irrealista em um cenário em que podem surgir imprevistos durante o desenvolvimento e os requisitos mudam constantemente.
Ainda assim, a abordagem em cascata tem seu lugar em projetos de missão crítica, nos quais não há margem para concessões quanto aos requisitos ou à qualidade da entrega. A história mostra vários exemplos nos setores aeronáutico e espacial em que bugs de software custaram vidas. Nesses casos, a perfeição é muito mais importante do que a flexibilidade para se adaptar e inovar.
SDLC ágil
Reconhecendo a natureza dinâmica do software, cujos requisitos podem mudar de repente até mesmo no meio do desenvolvimento, um grupo de engenheiros de software renomados publicou o Manifesto Ágil. A publicação popularizou a ideia de que os projetos de software precisavam responder rapidamente às mudanças e não podiam ficar limitados pelo excesso de burocracia.
Isso deu origem a toda uma família de metodologias chamadas ágeis, que inclui Scrum, Kanban, Extreme Programming e outras. Todas seguem os princípios do Manifesto Ágil e implementam o SDLC de maneiras um pouco diferentes.
O SDLC ágil geralmente prioriza iterações rápidas, com entregas menores e mais frequentes. Isso traz várias vantagens, entre elas:
O custo das mudanças é baixo: se os requisitos mudarem, talvez você precise descartar alguns dias de trabalho, não um ano inteiro.
As fases do SDLC podem acontecer em paralelo: uma equipe de QA pode testar uma funcionalidade pronta para desenvolvimento enquanto a equipe de desenvolvimento trabalha na próxima.
Entregas mais frequentes: o cliente pode ver como o software está tomando forma desde o início do processo. Isso também permite corrigir rapidamente o rumo e evita surpresas que poderiam ser muito caras para resolver mais adiante.
Os benefícios do SDLC
No passado, talvez um único desenvolvedor pudesse entregar um projeto por conta própria. Hoje, até mesmo a criação de aplicações relativamente pequenas pode envolver várias ferramentas, como linguagens de programação, bibliotecas de terceiros, provedores de serviços em nuvem, contêineres e bancos de dados SQL e NoSQL. Por isso, quase todo projeto exige uma equipe e envolve várias partes interessadas: desenvolvedores, testadores, gerentes de projeto, profissionais de DevOps ou DevSecOps e o cliente. O SDLC oferece uma abordagem estruturada para manter todos alinhados e trabalhando em direção a um objetivo comum.
Qual é a diferença entre SDLC e SSDLC?
Uma estrutura de ciclo de vida seguro do desenvolvimento de software (SSDLC) incorpora a segurança a todo o processo de desenvolvimento, enquanto a estrutura tradicional de SDLC define o processo de criação de uma aplicação, desde o planejamento inicial até as operações em produção, a manutenção e a desativação.

Implemente um SDLC seguro com a Snyk
É essencial integrar a segurança a todas as fases do SDLC e seguir as práticas recomendadas de SDLC adequadas.
A Snyk, uma das melhores ferramentas de segurança disponíveis, pode ser integrada em vários pontos do SDLC: pela nossa interface de CLI, com integrações Git de um clique ou adicionando a Snyk como uma etapa bloqueadora no pipeline de CI/CD. Cada ponto de integração oferece vantagens diferentes: as integrações Git, por exemplo, dão mais visibilidade ao trabalho da equipe, enquanto a integração ao CI ajuda a tornar a implantação mais segura.
Ao escolher o ponto de integração mais adequado às suas necessidades, é importante envolver as equipes de desenvolvimento para que saibam o que esperar. Também recomendamos incentivar as equipes a usar nossa interface de CLI e os plugins para IDE. Quanto mais cedo você integrar a Snyk ao processo de desenvolvimento, mais fácil será corrigir os problemas que surgirem.
As ferramentas a seguir podem ajudar você a implementar um ciclo de vida seguro do desenvolvimento de software:
Snyk Code: testes estáticos de segurança de aplicações com IA (SAST) para ajudar a identificar e corrigir vulnerabilidades no código.
Banco de dados de vulnerabilidades: identifique possíveis explorações em pacotes de terceiros.
Snyk Infrastructure as Code (IaC): encontre e corrija problemas de segurança em código Terraform e Kubernetes.
Snyk Container: encontre vulnerabilidades nos seus contêineres e aplicações Kubernetes.
Gerenciamento de segurança do Snyk Open Source: encontre, priorize e corrija vulnerabilidades nas dependências de código aberto da sua aplicação.
Acelere o desenvolvimento seguro
A Snyk une desenvolvedores e equipes de segurança para garantir agilidade e segurança em grande escala.