Snyker em destaque: o que aprendi ao mudar de carreira
Minsi Yang
29 de junho de 2021
0 minutos de leituraEu costumava admirar como, em séries e filmes, os programadores simplesmente desenhavam alguns diagramas, digitavam um código no computador e, então, faziam surgir um aplicativo incrível. Como violinista freelancer, eu sonhava em ter essa capacidade, mas não achava que isso fosse possível na vida real. Quando a pandemia chegou e percebi que não haveria muito trabalho na minha área por um bom tempo, decidi arriscar e entrar em um bootcamp de programação para explorar esse sonho.
Depois do bootcamp, descobri que gostava de escrever código e queria seguir carreira nessa área. Porém, após alguns meses de candidaturas sem sucesso e entrevistas em que o feedback era que me faltava experiência técnica, fiquei bastante desanimada. Era como se o universo tivesse percebido minha frustração, porque, três meses depois de começar a procurar emprego, por acaso encontrei no Codebar uma publicação de Aron Carroll (gerente sênior de engenharia aqui na Snyk) sobre o primeiro Programa de Estágio para Engenheiros de Software da Snyk. Apesar de já serem 23h, abri o laptop e, em segundos, encontrei o vídeo Como você explicaria a Snyk?. Fiquei impressionada com a forma aberta e criativa como a empresa explicava sua missão no vídeo e com a felicidade de todos. Sem pensar muito, logo me candidatei ao estágio.
O estágio dura três meses. Fui alocada na equipe Runtime da Snyk Container, onde trabalhei com dois engenheiros seniores e uma gerente de engenharia. Por um lado, estava superanimada com a oportunidade incrível de aprender com três excelentes engenheiros. Por outro, também estava muito nervosa por trabalhar com pessoas tão experientes e não queria fazer papel de boba. No mundo da música, um único erro pode acabar com a sua reputação, e eu realmente não queria que isso acontecesse durante o estágio.
Agora que o estágio terminou, ao olhar para minhas preocupações iniciais, percebo que eram tão banais e bobas. Ao refletir sobre essa experiência, estas são algumas coisas que aprendi na Snyk:
1. Encare os desafios com entusiasmo
Na entrevista, eu disse que gostaria de aprender a criar um aplicativo sozinha, do início ao fim. E foi exatamente isso que tive a oportunidade de fazer: desenvolver, por conta própria, uma integração para um projeto de código aberto. No entanto, enquanto pesquisávamos e entendíamos melhor o projeto, minha equipe e eu descobrimos que, para criar essa integração, eu teria que aprender a linguagem Go (que era totalmente nova para mim, já que, até então, eu só conhecia um pouco de Ruby e JavaScript), alguns frameworks relacionados, o básico de Google protobuf e muito mais. A tarefa acabou sendo bem maior do que eu esperava, a ponto de talvez eu nem conseguir concluí-la até o fim do estágio.
No começo, fiquei bastante sobrecarregada ao perceber quanto trabalho seria necessário para concluir a tarefa. Mas, depois do susto inicial, percebi que quanto mais desafiadora fosse a tarefa, mais eu poderia aprender — e minha equipe pensava exatamente o mesmo. Eles também me garantiram que estariam por perto para me ajudar sempre que eu precisasse. Como resultado, já avancei mais da metade do projeto e fiz duas demonstrações para toda a empresa.
2. Faça o máximo de perguntas e comunique-se com frequência
Em parte por causa da pandemia e em parte pela forma como uma empresa internacional como a Snyk funciona, meu estágio foi realizado remotamente, pelo Zoom e pelo Slack. Minha equipe tem integrantes em Tel Aviv, Cambridge e Londres. Por isso, faz parte da cultura do time usar o canal da equipe no Slack como nosso escritório virtual e manter todos informados. Recebi um colega de integração, Ivan Stanev, a quem envio mensagens e com quem faço reuniões pelo Zoom com frequência — às vezes, todos os dias — para tirar dúvidas. Conforme fui conhecendo melhor a equipe, também me incentivaram a publicar minhas perguntas no canal do time no Slack.
Isso acelerou muito meu aprendizado — não só porque posso ouvir diferentes opiniões e receber ajuda rapidamente quando fico travada, mas também porque, às vezes, uma pergunta dá início a uma ótima conversa. Hoje em dia, também mando mensagens para engenheiros de outras equipes para pedir conselhos e feedback.

3. Todos são iguais; seja transparente
Lembro que um dos momentos mais desconfortáveis do estágio foi minha primeira reunião de roadmap técnico. Enquanto ouvia e tentava desesperadamente entender todo o jargão e os conceitos técnicos, Amir Moualem, arquiteto da área, de repente me perguntou se eu tinha alguma opinião sobre o assunto. Naquele momento, eu estava muito preocupada em parecer boba. Mas respirei fundo e contei o que tinha entendido e o que não tinha. Depois, ele explicou que a opinião de todos é importante e que uma perspectiva nova é ainda mais valiosa. Também é muito importante para o meu aprendizado sempre fazer a pergunta quando ela surgir, para que eu possa obter uma resposta. Desde então, percebi que passei a prestar muito mais atenção em tudo, sabendo que minha opinião também importava.
4. “Cuidar de verdade” vai além do trabalho que você faz
Como estagiária, eu me preocupava em causar uma boa impressão. Por isso, costumava tentar terminar meu trabalho à noite e tinha muito cuidado ao fazer perguntas. Mas, na Snyk, ninguém me chamou a atenção por cometer erros. Em vez disso, conversaram comigo porque eu me preocupava demais em fazer perguntas ou trabalhava demais. Certa vez, abri um pull request à noite para que fosse revisado na manhã seguinte. No dia seguinte, minha equipe me aconselhou a não trabalhar até tão tarde e conversou comigo sobre a importância de priorizar meu bem-estar para evitar o esgotamento.

5. Uma só equipe
Além de todo o apoio que recebi da equipe Runtime, muitas vezes também contei com outras formas de suporte. Três semanas após o início do estágio, Alex Gibbons, gerente de vendas no Reino Unido, entrou em contato comigo. No início, achei que seria apenas uma reunião formal e pontual para conhecer um colega. Mas ela se tornou nosso encontro mensal, em que eu podia falar sobre minha experiência até então, fazer perguntas que iam além do escopo da minha equipe e, o mais importante, ouvir os conselhos dele sobre a empresa e a vida em geral.
Eu poderia escrever muito mais sobre o que aprendi durante meu estágio na Snyk, mas este blog acabaria virando um romance. Sou extremamente grata por essa incrível oportunidade de aprender e também fiquei muito feliz por receber uma proposta para continuar crescendo nesse ambiente incrível como engenheira de software associada. Tenho orgulho de me chamar de Snyker e espero que o que compartilhei aqui incentive outras pessoas a conhecerem a Snyk e a se juntarem a essa família incrível.
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