Destaque Snyker: Tenho orgulho do lar que encontrei na Snyk
Shlomi Rozilyo
24 de junho de 2021
0 minutos de leituraNasci em Tel Aviv. Hoje, Tel Aviv é uma das cidades mais abertas à comunidade LGBTQIA+ que conheço. Lá, você pode ser quem é e andar de mãos dadas com seu parceiro onde quiser. Melhor ainda: Tel Aviv não tem exatamente “bairros gays”, porque a cidade inteira acolhe a comunidade LGBTQIA+ (não é a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em um país do Oriente Médio!). Tel Aviv aceita você como é, seja você hétero, gay, lésbica ou trans. Ter a liberdade de ser quem você é é algo essencial para quem vive em Tel Aviv.
Talvez um dos motivos para tanta abertura seja o fato de Tel Aviv ter um setor de alta tecnologia de grande porte — quase todos os meus amigos também trabalham com tecnologia. Acho que o fato de essas empresas serem globais e compartilharem os mesmos valores do restante do mundo ocidental contribuiu bastante para isso.

Mas nem sempre foi assim para mim. Quando comecei minha carreira como designer gráfico, alguns anos atrás (vou pular os detalhes para não parecer velho demais ?), trabalhava em uma pequena startup. Naquela época, sentia que a empresa não era aberta a questões de gênero e identidade sexual, então escondia quem eu era do meu chefe e dos colegas de trabalho. Achava que não podia ser sincero sobre quem eu era, por isso mantinha minha vida pessoal só para mim. Não é que eu achasse que poderia perder o emprego se me abrisse, mas sentia que me julgariam. Sempre que falávamos sobre gays em Tel Aviv, ouvia comentários de que isso não era natural e de que as pessoas não entendiam muito bem. Uma parte de mim pensava: talvez eu pudesse conversar com elas e mudar sua opinião. Mas, embora achasse que talvez já soubessem de mim, não me sentia forte o bastante para fazer isso. Eu só queria que isso fosse algo natural para elas — um assunto sem importância. Como deveria ser.
Enquanto trabalhava lá, conheci meu parceiro, que é britânico, e o voo de cinco horas era parte da nossa relação a distância. Mantivemos a relação à distância por um tempo, até que ele se mudou para Tel Aviv em 2012. Surpreendentemente, foi mais fácil conseguir um visto para ele como meu parceiro do que conversar com meu chefe sobre quem eu era. Moramos juntos em Tel Aviv por três anos, até que ele voltou para Londres para concluir a faculdade.
Quando decidi sair da antiga empresa, pensei que queria trabalhar em uma empresa que acreditasse no que faz e estivesse fazendo algo bom, que tivesse significado. Foi então que encontrei a Snyk.
Naquela época (2017), a Snyk era uma startup com 20 pessoas e escritórios em Tel Aviv e Londres. Ainda me lembro do alívio que senti ao poder ser aberto nas entrevistas. A Snyk não tinha nenhum problema com quem eu sou. Desde o início, ficou claro para mim que a Snyk era um ambiente muito aberto e que as pessoas daqui (os Snykers) aceitam você como é. Na primeira ou na segunda entrevista, me senti à vontade para falar sobre meu parceiro, nosso relacionamento à distância e como nos conhecemos. Em Israel, não é comum namorar alguém que não seja israelense nem manter uma relação à distância, e tivemos uma conversa muito agradável sobre isso.
Nos meus três primeiros anos na Snyk, pude trabalhar no escritório de Londres sempre que quis, e a Snyk me apoiou muito para que eu dividisse meu tempo entre os dois escritórios. A empresa me incentivava a trabalhar no escritório de Londres, e meus colegas de lá foram muito acolhedores e atenciosos. Ver como o escritório de Londres também era tão amigável e aberto tornou esse novo ambiente muito mais confortável. Isso me permitiu passar mais tempo com meu parceiro, e sou grato por isso. Nunca vou esquecer o quanto a Snyk me acolheu.
Durante a pandemia de Covid, decidi que não queria mais manter uma relação à distância e resolvi me mudar de vez para Londres. Como sabia o quanto a Snyk era aberta, sabia que podia pedir qualquer coisa e que, se fosse possível, a empresa me ajudaria. Então perguntei ao meu gerente se a Snyk poderia me ajudar a conseguir um visto para o Reino Unido, e eles me ajudaram na hora. Alguns meses depois, eu estava começando um novo capítulo em Londres, trabalhando em tempo integral no escritório — bem, mais em casa, é claro —, mas espero que isso acabe logo!
Quando concluí a faculdade de design gráfico, a última coisa que imaginei foi que moraria em Londres e trabalharia em uma empresa de alta tecnologia na cidade. E nunca pensei que escreveria um post sobre a minha história para essa empresa! Tenho muita sorte de ter encontrado um lar na Snyk e fico feliz que me valorizem por quem sou!
Na Snyk, queremos que você seja essa pessoa maravilhosa e autêntica que é. Junte-se a nós!
