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Controles de segurança de aplicações: entenda
O que são controles de segurança de aplicações?
Na hierarquia de segurança, os controles de segurança de aplicações vêm abaixo dos padrões e das políticas. Políticas definem os limites esperados para a segurança e a proteção das aplicações, enquanto os padrões estabelecem regras para garantir que esses limites sejam respeitados. Os controles de segurança de aplicações são as medidas específicas atribuídas a desenvolvedores ou outras equipes para implementar esses padrões. A responsabilidade pelos controles de aplicações é compartilhada entre departamentos, mas os desenvolvedores têm um papel fundamental. Soluções de segurança de aplicações, como a Snyk, podem ajudar você a configurar e implementar essas políticas e controles.
Por que os controles de segurança de aplicações são importantes?
As aplicações facilitam o acesso dos funcionários a dados e recursos do sistema. Mas também criam oportunidades para que hackers invadam sistemas essenciais. Isso gera um dilema: as organizações precisam garantir a segurança das aplicações e, ao mesmo tempo, minimizar os impactos nos processos internos e nas partes interessadas. Controles robustos para aplicações acrescentam uma camada extra de segurança, ajudam na triagem em caso de violação e oferecem às organizações uma visão mais completa das aplicações presentes em seu ambiente. Também é fundamental que as empresas garantam o uso de controles de segurança de aplicações para melhorar sua postura de segurança.
Vantagens do uso de controles de segurança de aplicações
Os controles de segurança são um componente essencial de um programa de segurança empresarial. Para começar, eles impedem a exploração de vulnerabilidades em aplicações, reduzindo o risco e o possível custo de violações. Também oferecem mais visibilidade sobre as aplicações, o tráfego e os dados que circulam pela rede.
As aplicações são classificadas por nível de ameaça e finalidade comercial para que suas vulnerabilidades sejam avaliadas. Em seguida, os controles podem ser adaptados a cada aplicação, permitindo que as organizações implementem padrões sem causar grandes impactos nos fluxos de trabalho existentes.
A execução de aplicações é controlada automaticamente com listas de permissões e de bloqueios. Isso aumenta a eficiência, especialmente em organizações maiores que gerenciam hosts de forma centralizada. Além disso, o controle de aplicações permite identificar as que consomem muitos recursos e organizar o tráfego associado, aumentando a estabilidade geral da rede.
Os controles de aplicações também possibilitam novas abordagens para o monitoramento de ameaças. Por exemplo, é possível comparar o tráfego com modelos de rede para identificar comportamentos anômalos.
Quais são os tipos de controles de segurança de aplicações?
Existem muitos tipos de controles de segurança de aplicações. Nem todos são responsabilidade dos desenvolvedores, e controles não são o mesmo que técnicas de programação. Ainda assim, é bom conhecer as diferentes abordagens de controle:
Verificações de integridade
Elas certificam que todos os campos de uma entrada de dados foram preenchidos. Por exemplo, as empresas precisam recertificar periodicamente os usuários das aplicações para garantir que somente pessoas autorizadas tenham acesso a informações confidenciais. Como parte desse processo, uma verificação de integridade confirma que todos os usuários e seus privilégios foram recertificados.
Verificações de validade
Elas garantem que os dados atendam a critérios predefinidos, para que somente dados validados sejam inseridos ou processados.
Identificação
A identificação precisa e exclusiva dos usuários permite que as organizações restrinjam o acesso a usuários ou grupos autorizados, viabilizando a segurança Zero Trust. Mesmo que um dispositivo seja comprometido, somente usuários autenticados poderão acessar dados confidenciais por meio de uma aplicação.
Classificação
Um pré-requisito para os controles: os dados são classificados em grupos com base no nível de confidencialidade, nos riscos, nos requisitos de conformidade regulatória ou em outras características relevantes.
Registro de logs
Se uma violação ou atividade suspeita for detectada, o registro de logs permite examinar as atividades de qualquer usuário e auditar o incidente por completo. É fundamental definir padrões de registro de logs de segurança que especifiquem quais eventos devem ser registrados.
Criptografia
A criptografia pode ser aplicada a arquivos específicos ou de forma mais ampla. Não é preciso reinventar a roda: há algoritmos de criptografia de código aberto e ferramentas de gerenciamento de segredos que protegem os dados em repouso e em trânsito.
Autenticação
Esses controles confirmam se a identidade declarada por um usuário ou componente de software é válida — um pré-requisito para aplicar a governança de acesso baseada em identidade.
Controles de acesso
Eles limitam o acesso ao sistema da aplicação a usuários, endereços IP ou aplicações autorizados. Listas de permissões e de bloqueios de aplicações são duas abordagens para o controle de acesso. A lista de permissões restringe o acesso a uma lista aprovada de entidades, enquanto a lista de bloqueios permite o acesso automaticamente, exceto para as entidades bloqueadas.
Controles de entrada
Eles garantem que somente entradas autorizadas possam alimentar o sistema da aplicação.
Dois frameworks de controles de segurança de aplicações
Como existem muitos tipos de controles, é importante adotar uma abordagem sistemática. Uma opção é dividi-los em controles de detecção, correção ou prevenção. Outro framework os classifica como controles físicos, técnicos e administrativos. Uma terceira opção é separá-los em controles de entrada, processamento e saída.
Para desenvolvedores de software, os controles giram claramente em torno de práticas de codificação segura. Mas muitas organizações não têm frameworks para orientar os desenvolvedores. Organizações de segurança de referência publicaram frameworks de controles para aplicações. Muitos controles são responsabilidade compartilhada por administradores de rede, equipes de segurança ou toda a organização, mas alguns foram criados especificamente para oferecer aos desenvolvedores ferramentas que favoreçam o desenvolvimento seguro:
CIS Critical Security Controls
Por exemplo, o Center for Internet Security (CIS) mantém um framework com 18 controles críticos de segurança, e o Controle 16 é dedicado à segurança de aplicações. Entre as etapas recomendadas estão treinar desenvolvedores em práticas de programação segura para evitar a introdução de falhas, criar processos para lidar com vulnerabilidades de software e usar ferramentas que monitorem a aplicação de políticas específicas para cada aplicação.
O CIS recomenda que essas ferramentas de gerenciamento de vulnerabilidades sejam integradas diretamente ao ciclo de vida de desenvolvimento de software o mais cedo possível. Elas devem incluir mecanismos para análise de causa raiz, verificação de aplicações de terceiros, detecção automática de erros e classificação da gravidade das vulnerabilidades.
Os controles devem ser desenvolvidos com metodologias de avaliação de riscos, incluindo a modelagem de ameaças. O CIS também recomenda outras práticas, como usar modelos de hardening de software para bancos de dados, implantar firewalls de aplicações web e separar os sistemas de produção dos que não são de produção.
OWASP Proactive Controls
A Open Web Application Security Project® Foundation (OWASP), uma organização sem fins lucrativos que publica recursos para promover a segurança de aplicações, oferece outro framework que se tornou uma referência de fato para controles proativos de aplicações no ciclo de vida de desenvolvimento de software.
As recomendações estão ordenadas da mais importante para a menos importante:
1. Defina os requisitos de segurança:
A abordagem shift left começa na etapa de planejamento. Quais requisitos específicos você vai atender em uma versão? Que lacunas existem na aplicação atual? Depois, implemente o padrão e faça testes antes de implantar a nova versão em produção.
2. Aproveite frameworks e bibliotecas de segurança
Com a quantidade de bibliotecas de terceiros e componentes de código aberto presentes nas aplicações, o controle moderno de aplicações ganha uma dimensão extra. Esta etapa garante que esses componentes venham de fontes confiáveis e estejam sempre atualizados. Ferramentas proativas para identificar dependências e vulnerabilidades são úteis nesse contexto, como o Dependency Check da OWASP ou o Snyk.
3. Proteja o acesso ao banco de dados
Isso envolve práticas seguras de consulta, como a parametrização de consultas para mitigar a injeção de SQL, autenticação e configuração seguras de bancos de dados e comunicação protegida, como APIs e serviços.
4. Codifique e escape os dados
Essa prática ajuda a evitar ataques de injeção. Cross-site scripting (XSS) e injeção de comandos no sistema operacional são dois exemplos de como os dados podem percorrer o sistema e resultar na execução de código malicioso.
5. Valide todas as entradas
A validação de entradas não é uma regra geral de segurança. Por exemplo, ela não impede XSS nem injeção de SQL. Ainda assim, garantir que os dados sejam válidos em termos sintáticos e semânticos antes de inseri-los em um sistema ajuda a reduzir a superfície de ataque.
6. Implemente a identidade digital
É como um posto de controle de aeroporto em versão digital. Para verificar uma identidade digital, são necessários controles como senhas, autenticação multifator (que não deve usar apenas SMS) ou autenticação criptográfica por hardware. O gerenciamento de identidades também exige uma implementação cuidadosa do gerenciamento de sessões e práticas seguras para cookies e tokens.
7. Aplique controles de acesso
Tudo começa com uma arquitetura segura desde o início. Por exemplo, em vez de usar regras de acesso baseadas em funções, encaminhe as solicitações por uma camada de verificação de controle de acesso e use verificações baseadas em recursos no código. Assim, você evita usar o código da aplicação para aplicar políticas. O padrão deve ser negar o acesso, que só deve ser concedido conforme o princípio do menor privilégio: conceda apenas as permissões necessárias para que os usuários concluam suas tarefas. Todos os eventos de acesso devem ser incluídos nos logs de segurança.
8. Proteja os dados em todos os lugares
Isso inclui:
Proteger os dados em repouso com soluções criptográficas ou recursos de segurança integrados a softwares e serviços de nuvem.
Evitar armazenar dados sempre que possível.
Proteger os dados em trânsito com protocolos atualizados (por exemplo, https e TLS 1.3).
Usar ferramentas de gerenciamento de segredos para proteger certificados, senhas e outros segredos.
9. Implemente o registro de logs e o monitoramento de segurança
O registro de logs com foco em segurança permite monitoramento em tempo real, análise forense e conformidade regulatória. O uso de um framework como o Apache Logging Services permite automatizar respostas a atividades suspeitas. O próprio registro de logs está sujeito a riscos, por isso é importante codificar e validar os dados antes de registrá-los e armazenar os logs em um serviço seguro.
10. Trate todos os erros e exceções
Desenvolva um sistema para tratar erros. Isso ajuda a evitar a indisponibilidade do sistema e também o vazamento de informações confidenciais em mensagens de erro ou exceção. É fundamental gerenciar exceções de forma centralizada, lidar com comportamentos inesperados nas aplicações e registrar todas as exceções.
Os frameworks do CIS e da OWASP enfatizam que os desenvolvedores, responsáveis por criar aplicações, precisam considerar a segurança durante a programação — de aplicações web e interfaces de usuário à lógica de negócios subjacente e a outros componentes.
Leia mais dicas sobre como implementar os controles proativos OWASP Top 10.
Como implementar controles de segurança de aplicações com a Snyk
A responsabilidade por implementar corretamente os controles de segurança de aplicações está cada vez mais nas mãos dos desenvolvedores. Até pequenos descuidos, como esquecer de criptografar informações confidenciais ou deixar de proteger arquivos e diretórios, podem causar um desastre. A violação de dados da Capital One, por exemplo, começou com um pequeno erro de configuração que permitiu que um invasor baixasse as informações de clientes de mais de 100 milhões de solicitações de crédito de um bucket do Amazon S3.
É fácil detectar essas configurações incorretas com ferramentas automatizadas, por isso elas são um alvo atraente para agentes mal-intencionados. Também é fundamental que os desenvolvedores usem ferramentas automatizadas para detectar e corrigir essas vulnerabilidades. A Snyk oferece várias ferramentas que se integram às ferramentas de CI/CD para detectar automaticamente vulnerabilidades e configurações incorretas e oferecer recomendações contextuais de correção. Assim, é possível configurar e implementar controles de segurança de aplicações em todo o pipeline de CI/CD.
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