Acompanhe 3 tendências do setor financeiro com DevSecOps
Patrick Vandenberg
13 de julho de 2020
0 minutos de leituraO setor de serviços financeiros enfrenta oportunidades e desafios tecnológicos. A modernização da infraestrutura de negócios financeiros não é um tema novo, mas continua sendo uma prioridade e um desafio para as maiores instituições bancárias, de investimento e de seguros. Nos últimos anos, as tendências de adoção da nuvem no setor financeiro têm dominado essa conversa, abrangendo infraestrutura, dados e aplicações que dão acesso a recursos críticos. Neste artigo, não vamos nos aprofundar nessas iniciativas já bastante discutidas e consolidadas no setor financeiro — sabemos que há um forte movimento de migração de cargas de trabalho para a nuvem. Em vez disso, vamos falar de uma interseção interessante de dinâmicas do setor financeiro que impacta a segurança.
Confira 3 tendências do setor financeiro que estão alinhadas ao DevSecOps:
1. A necessidade crescente de oferecer experiências digitais
O setor financeiro já passava por uma transformação rumo a uma experiência digital para os clientes. Mais startups de bancos, seguros e investimentos estão surgindo, oferecendo experiências e serviços mais flexíveis, melhores retornos e custos operacionais menores. Usuários antenados preenchem os roadmaps de desenvolvimento de serviços online com solicitações de recursos que continuam impulsionando a inovação.
Essas startups de FinTech, assim como as instituições de serviços financeiros mais tradicionais, contam com equipes ágeis e inovadoras, focadas na rápida implantação de novos recursos e serviços para responder à competitividade do mercado. Esse movimento aumenta a participação do código aberto em suas bases de código, o que traz mais riscos e exige medidas adicionais de segurança para garantir experiências seguras em serviços financeiros.
E, enquanto essa transformação do mercado já estava em curso, uma pandemia global acelerou o ritmo de criação e implantação de mais serviços digitais, aumentando a pressão para aproveitar bibliotecas de código existentes. Em algum ponto desse ciclo, é preciso integrar a segurança ao fluxo de trabalho sem atrasar a implantação dos novos recursos.
2. A transformação para a nuvem continua
Seja com uma camada sobre uma infraestrutura legada ou com o desenvolvimento de aplicações nativas da nuvem, a rápida implantação de novos serviços é o objetivo que impulsionou a transformação da pilha de TI. Tradicionalmente, a infraestrutura tinha um papel mais central na entrega de serviços, com uma camada final de aplicação funcionando como interface para os clientes.
Agora, a conteinerização de aplicações transformou a pilha de TI em uma estrutura predominantemente voltada a desenvolvimento e operações. Isso aumentou a necessidade de desenvolver mais aplicações em menos tempo, especialmente diante da demanda dos clientes por experiências cada vez mais avançadas em serviços financeiros digitais.
Assim, estamos presenciando uma mudança de foco, com a responsabilidade pela pilha de TI ficando cada vez mais nas mãos das equipes de desenvolvimento. Mais aplicações e mais infraestrutura como código aumentam a dependência do código aberto para acompanhar o ritmo necessário. O que não muda é a necessidade constante de proteger os ativos de clientes e empresas e cumprir as regulamentações de dados e segurança. No entanto, as bibliotecas de código aberto não contam com protocolos de segurança integrados. Com isso, as instituições financeiras ficam expostas a riscos maiores.
3. Crime cibernético e serviços financeiros
Os ataques cibernéticos continuam. Essa é uma realidade constante para o setor financeiro: agentes mal-intencionados continuam investindo em maneiras de explorar recursos financeiros digitalmente para obter ganhos ilegais. Embora essa ideia seja amplamente aceita nas conversas, é curioso como o custo desses ataques e violações costuma ser subestimado.
As instituições bancárias calculam há anos as perdas decorrentes de fraudes e investem pesado em programas para reduzi-las. O retorno sobre o investimento em segurança contra violações cibernéticas precisa ser encarado da mesma forma. O estudo Cost of a Data Breach, da Ponemon, constatou que o setor de serviços financeiros teve o segundo maior custo médio total por violação: US$ 5,86 milhões. O risco para os negócios continua crescendo nessa área: as aplicações web foram um dos principais vetores de ataque cibernético contra instituições financeiras e de seguros, com 1.509 incidentes somente em 2019, segundo o relatório Verizon 2020 Data Breach Investigations.
Mas, mesmo com orçamento ilimitado, a falta de profissionais qualificados é uma grande preocupação: as organizações não conseguem preencher vagas em aberto com especialistas em segurança cibernética. A previsão era de que 3,5 milhões de vagas ficariam sem preenchimento até 2021, um aumento de 350% desde 2013. As instituições financeiras precisam investir ainda mais em segurança cibernética, mas não conseguem suprir a falta de profissionais qualificados.
Saiba mais sobre segurança cibernética em FinTech e como desenvolver com segurança usando código aberto.
DevSecOps é o ponto de convergência
Ao analisar em conjunto essas principais tendências do setor financeiro, podemos concluir que:
As instituições financeiras estão adotando a transformação para a nuvem para se relacionar melhor com os clientes, ampliando o desenvolvimento de aplicações e da infraestrutura como código.
Esse ritmo aumenta cada vez mais o uso de bibliotecas de código aberto de terceiros nas bases de código, o que traz mais riscos.
As instituições financeiras continuam sendo um dos principais alvos de ataques cibernéticos.
Mesmo com orçamento disponível, faltam profissionais de segurança qualificados.
A segurança não deve atrapalhar o crescimento dos negócios digitais.
Essas conclusões mostram que é preciso ampliar a segurança para além da equipe de AppSec, especialmente ao usar código aberto. O volume de vulnerabilidades no código aberto sempre será maior do que a capacidade das equipes de AppSec para resolvê-las. No entanto, uma estratégia inteligente de segurança desde o início do desenvolvimento, com ferramentas para desenvolvedores fáceis de integrar, permite verificar e corrigir o código aberto sem interromper o pipeline de desenvolvimento de aplicações — uma solução viável.
Segundo o relatório Cost of a Data Breach de 2019, da Ponemon, adotar DevSecOps ajuda a reduzir os custos de violações em até US$ 360 mil por incidente. A combinação de DevOps com segurança de aplicações no DevSecOps atende à necessidade de ampliar a segurança para além das pequenas equipes de AppSec, sem sobrecarregar os desenvolvedores com decisões de segurança.
Para saber mais sobre DevSecOps, ouça este podcast MyDevSecOps com Guy Podjarny e Alyssa Miller.
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