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Direto de Davos: o fim da segurança na velocidade humana

Escrito por
blog feature ai violet

20 de janeiro de 2026

0 minutos de leitura

Nesta semana, estou em Davos com autoridades globais e inovadores para o Fórum Econômico Mundial. O tema de 2026 é "Um espírito de diálogo", em reconhecimento de que nossos desafios mais complexos exigem compreensão mútua e cooperação.

Enquanto nos reunimos para discutir o futuro da economia global, temos a oportunidade de liderar uma conversa urgente. O foco é a realidade da inteligência artificial (IA) — não o hype sobre o que ela poderia fazer, mas o que já está fazendo nas empresas.

Para impulsionar esse diálogo, a Snyk lança hoje nosso novo relatório: O fim da segurança na velocidade humana: defesa na era dos agentes de IA. Os dados confirmam que cruzamos um limiar decisivo. Não estamos mais apenas usando a IA como ferramenta; estamos trabalhando lado a lado com ela como agente autônomo. Nossas estratégias de defesa precisam evoluir para acompanhar esse novo ritmo.

A nova realidade: a empresa quase autônoma

No último ano, as conversas nos conselhos de administração se concentraram na produtividade. Mas nossos dados revelam uma mudança com a qual a maioria das organizações ainda não se deu conta. 50% dos líderes de segurança afirmam que a IA já atua como agente quase autônomo em seus ambientes.

Esse dado nos faz parar para pensar. Não estamos mais falando de chatbots que respondem a perguntas. Estamos falando de sistemas que agem, decidem e executam sem intervenção humana direta. Quando metade do setor admite que sua IA tem autonomia, o antigo modelo de segurança na "velocidade humana" — análises manuais, filas de chamados e auditorias trimestrais — precisa evoluir.

A instrumentalização da IA já é realidade 

Essa mudança não é apenas operacional; ela também envolve adversários. As notícias recentes sobre hackers patrocinados por Estados que usam modelos de IA para automatizar campanhas sofisticadas contra a Anthropic reforçam o alerta urgente que temos feito há meses.

Quando atacantes conseguem automatizar de 80% a 90% de uma campanha inteira, a natureza fundamental do risco cibernético muda. As operações deixam de ser conduzidas por pessoas e dão lugar a ataques quase autônomos, com escala e velocidade sem precedentes. Esse incidente é a prova definitiva de que a era da segurança reativa chegou ao fim.

Nosso relatório confirma que essa preocupação é generalizada no setor. Constatamos que 69% dos líderes de segurança se preocupam com o uso de IA generativa por atacantes para automatizar ciberataques, e 52% acreditam que um incidente significativo relacionado à IA é provável nos próximos dois anos.

A ameaça já não está no horizonte; ela está aqui. Estamos em um momento decisivo e não podemos perder tempo. Nenhuma ferramenta de IA, seja de código aberto ou comercial, deve operar sem proteções de segurança integradas e independentes.

A crise de visibilidade

Um dos principais temas que estou discutindo com outros líderes em Davos é a “lacuna de visibilidade”. Muitos acreditam ter uma visão clara de como a IA está sendo adotada em suas organizações — mas, na realidade, essa visão costuma ser incompleta.

A IA raramente chega a uma empresa por meio de uma única iniciativa com governança centralizada. Ela aparece discretamente em ferramentas de terceiros, bibliotecas de código aberto e serviços que as equipes adotam para trabalhar com agilidade. Como resultado, boa parte da presença da IA na organização fica fora dos sistemas monitorados ou controlados ativamente.

O resultado é um risco conhecido. As organizações se concentram em proteger o que desenvolvem internamente, enquanto a exposição aumenta por meio de dependências que não criaram nem compreendem por completo. Quando a IA entra dessa forma, as ameaças não chegam pela porta da frente. Elas vêm de lugares que ninguém pensou em monitorar.

Um chamado por padrões: o compromisso do setor

Essa transição para operações na velocidade das máquinas é grande demais para ser resolvida por uma única empresa. Ela exige o "Espírito de Diálogo" promovido em Davos — especialmente entre o setor privado e os órgãos reguladores.

O setor está pronto para isso. Nosso relatório constatou que 97% dos líderes acreditam que os órgãos reguladores devem exigir padrões mínimos de segurança para IA. Isso não é um pedido de burocracia, mas de uma base comum de confiança. Um patamar regulatório mínimo permitirá que a inovação avance com segurança.

Três aprendizados para líderes

Nas conversas com outros líderes aqui na Suíça, minha mensagem é clara: precisamos mudar de rumo agora. Não podemos esperar que a legislação alcance a tecnologia.

1. Reconheça a "lacuna de preparo"

A lacuna entre a velocidade de adoção da IA e a maturidade das nossas defesas está aumentando. Como mostra o ataque à Anthropic, os adversários já operam na velocidade das máquinas. Precisamos fechar essa lacuna integrando verificações de segurança a todo o ciclo de vida — do design e do código à implantação.

2. Troque as "defesas de papel" pela governança técnica

Hoje, 27% dos líderes admitem aprovar novos recursos de IA quase sem análise, apenas para cumprir tabela. Na era dos agentes autônomos, documentos de políticas não são firewalls. A governança eficaz é incorporada diretamente aos nossos pipelines para inspecionar o comportamento agentivo em tempo real.

3. Comece a investir em uma plataforma de segurança unificada

Soluções isoladas e ferramentas fragmentadas não vão acompanhar os desafios da empresa agentiva. Os líderes devem começar a dar passos concretos rumo a uma plataforma de segurança holística e abrangente — com a precisão necessária para proteger a IA em código, dependências, contêineres e em tempo de execução. As organizações que consolidarem sua postura de segurança primeiro estarão mais bem preparadas para inovar com segurança à medida que os recursos de IA avançam.

O caminho a seguir

As conclusões de O fim da segurança na velocidade humana: defesa na era dos agentes de IA são um alerta, mas também representam uma oportunidade. O objetivo não é desacelerar a inovação, mas crescer com confiança.

A pergunta decisiva para as lideranças em 2026 já não é: "Estamos usando IA?" É: "Nossos sistemas de segurança conseguem operar com a mesma autonomia e velocidade da IA que implementamos?" Espero continuar essa conversa aqui em Davos.

Explore os dados por trás da mudança para riscos na velocidade das máquinas e entenda o que isso significa para sua estratégia de segurança. Leia o relatório completo, "O fim da segurança na velocidade humana: defesa na era dos agentes de IA", e veja por que os líderes precisam agir agora.

Participe do Fetch the Flag 2026!

Teste suas habilidades de segurança no nosso evento Capture the Flag, de 12 a 13 de fevereiro, das 12h às 12h (horário do leste dos EUA).

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